Principal opositora de Bolsonaro no DF, a deputada Erika Kokay (PT) é contra a proposta. “A reforma da Previdência não combate privilégios, não vai gerar empregos e muito menos tirar o Brasil da crise. Ela é cruel com as mulheres, as pessoas com deficiência e os trabalhadores de baixa renda. Meu voto é ‘não’, porque essa reforma vai aprofundar as desigualdades em nosso país”
Para conseguir o apoio dos partidos do Centrão, o relator cedeu à pressão de servidores por uma regra de transição mais suave para que eles consigam manter a aposentadoria com o último (e mais alto) salário da carreira. A concessão vai na direção contrária de um dos principais motes da reforma, que é o combate aos privilégios.
Mesmo a nova transição para “compensar” os trabalhadores do INSS, introduzida na tentativa de não enfraquecer o discurso de defesa da proposta, acaba beneficiando apenas quem já se aposentaria por tempo de contribuição.
O novo texto foi costurado pelo relator diante do lobby das categorias e dos próprios deputados, que consideravam inviável aprovar a proposta em sua versão original. A ideia do governo era cobrar de servidores que ingressaram até 2003 a idade mínima definitiva de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens para conceder benefício equivalente ao último salário da carreira (integralidade) e com reajustes iguais aos da ativa (paridade).
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