Início Brasil Lula veta penduricalhos que poderiam elevar salários a R$ 80 mil no Congresso e no TCU
Brasil

Lula veta penduricalhos que poderiam elevar salários a R$ 80 mil no Congresso e no TCU

Presidente barrou licença compensatória e reajustes futuros aprovados para Câmara, Senado e Tribunal de Contas da União

Compartilhar
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico, em janeiro deste ano | Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Compartilhar

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico, em janeiro deste ano | Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou parcialmente projetos de lei que previam reajuste de cerca de 9% para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU).

As propostas haviam sido aprovadas no início de fevereiro e incluíam a criação de benefícios capazes de elevar as remunerações para além do teto do funcionalismo público.

Entre os mecanismos previstos, estavam indenizações e verbas extras, conhecidas como penduricalhos, que permitem ultrapassar o limite constitucional hoje fixado em R$ 46.366,19, valor equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). As gratificações previstas poderiam elevar os recebimentos a R$ 80 mil.

O principal ponto barrado por Lula foi a chamada licença compensatória destinada a ocupantes de funções comissionadas. A regra permitiria um dia de folga a cada três trabalhados em feriados, fins de semana ou períodos de descanso.

Caso a folga não fosse utilizada, o servidor poderia convertê-la em indenização em dinheiro, isenta de Imposto de Renda e fora do teto remuneratório, com limite de até dez dias por mês.

O presidente também vetou o escalonamento de reajustes previstos para 2027, 2028 e 2029. A justificativa foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias no fim de mandato sem garantia de execução integral dentro do período de governo.

Nos debates internos, auxiliares de presidência alertaram que a sanção dos aumentos teriam forte desgaste político diante da opinião pública em ano eleitoral, quando Lula disputa a reeleição.

Com a decisão, o governo federal também se alinha à posição do ministro Flávio Dino, do STF, que na semana passada determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos a servidores dos três Poderes.

*Com informações do Brasil de Fato

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Fonte:BdF
Compartilhar
Artigos Relacionados

STM autoriza coleta de dados sobre trajetória de Bolsonaro no Exército

O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), acolheu...

Feminicídio no Rio: psicóloga e candidata a Miss Bahia é morta pelo namorado

A psicóloga baiana e candidata a miss Ana Luiza Mateus, de 29...

Plano F, o ajuste neoliberal de Flávio Bolsonaro, não sobrevive a 24 horas de escrutínio público

A reação do senador Flávio Bolsonaro (PL) a propostas de ajuste fiscal...

‘Bolsonaro é responsável pela quadrilha que acabou com o Rio’, aponta Otoni de Paula

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que se declara de direita...