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Com quase 300 pré-candidatas, PT quer mais mulheres na política

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Para impulsionar as candidaturas e fortalecer política interna de paridade de gênero, o partido lançou neste ano o projeto Elas por Elas
Danielle Silva

Projeto Elas por Elas oferecerá suporte para impulsionar pré-candidaturas de mulheres

Para as Eleições 2018, 256 mulheres já colocaram seus nomes à disposição como pré-candidatas pelo Partido dos Trabalhadores. O período de registro das candidaturas ainda nem começou e será finalizado somente no dia 15 de agosto,  mas o número de possíveis concorrentes petistas já corresponde a 68% do total de candidatas registradas no pleito de 2014, que foi de 375.

A política interna de paridade de gênero do PT foi aprovada em 2011, tendo completado o primeiro ciclo de consolidação em 2017, com a eleição da senadora Gleisi Hoffmann como a primeira presidenta do partido.

Para impulsionar a participação de mulheres na disputa eleitoral e dar suporte às pré-candidatas, o PT lançou neste ano o projeto Elas por Elas, promovido pela Secretaria Nacional de Mulheres.

O saldo de pré-candidaturas já é considerado positivo pela secretária nacional de Mulheres, Anne Karolyne Moura, e a expectativa é de que o número cresça ainda mais até o final do período de inscrições.

“A nossa meta agora é passar de 300 pré-candidaturas nas proporcionais e estamos acompanhando as estratégias dos estados com vistas para a participação das mulheres também nas majoritárias”, diz Anne.

Em Goiás, Kátia Maria, presidenta do PT-GO, é a pré-candidata do partido ao governo do estado. Para ela, a reserva de recursos dos fundos Partidário e Eleitoral contribuirão para que a disputa entre homens e mulheres seja mais justa. No entanto, Kátia Maria defende que ainda são necessários avanços na legislação.

“Queremos uma reforma política que possa garantir uma cota nas cadeiras do parlamento e a participação de mulheres no Executivo, e não apenas um espaço para sermos candidatas”, pontua.

A senadora Fátima Bezerra, pŕe-candidata ao governo do Rio Grande do Norte, chama a atenção para a ínfima representação de mulheres nas casas legislativas. Apesar de serem maioria na população e no eleitorado, elas correspondem a apenas 10,7% da composição do parlamento, formado majoritariamente por homens, machistas e misóginos.

“Isso não é normal, não é justo e não é sensato. A luta pela equidade de gênero é necessária para a defesa da democracia”, afirma a senadora.

Pré-candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a vereadora Juliana Cardoso (PT-SP), alega que não basta apenas representação quantitativa de mulheres, mas principalmente qualitativa.

“O mais relevante é elegermos mulheres comprometidas com a igualdade social e com as lutas pela igualdade de gênero e defesa intransigente dos direitos humanos. E as companheiras do PT têm esses princípios nas suas atuações”, destaca.

O Elas por Elas realizará formação política com as pré-candidatas, que terão acesso a conteúdos relacionados à conjuntura, feminismo e o impacto do golpe contra o governo legítimo da presidenta eleita, Dilma Rousseff, na vida das mulheres.

O projeto também oferecerá preparação para planejamento de campanha e comunicação, além de assessoria contábil e jurídica em todos os estados.

A secretária Anne Karolyne diz que já é possível notar o impacto da iniciativa no número de pré-candidaturas, que tem avançado dia após dia, com uma devolutiva positiva sobre a plataforma.

“À medida que ampliamos a divulgação, mais mulheres têm manifestado a intenção de serem pré-candidatas, com o argumento de que agora, com esse suporte, elas estão mais seguras para colocar o nome à disposição”, relata Anne.

O lançamento nacional do Elas por Elas aconteceu no dia 23 de abril, no Paraná, com a presença da presidenta eleita, Dilma Rousseff, e da presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, entre outras lideranças do partido.

A secretária nacional de Mulheres, Anne Karolyne, explica o que é o projeto Elas por Elas.

Assista aqui

Geisa Marques, Comunicação Elas por Elas

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