Os Estados Unidos avaliam reduzir restrições sobre cargas de petróleo iraniano que já estão em trânsito marítimo, segundo afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. A declaração ocorreu em um contexto de esforços para equilibrar a oferta global de petróleo, desestabilizada desde o início das agressões estadunidenses e de Israel no Oriente Médio. As informações são da Al Jazeera.
Bessent também mencionou a possibilidade de o país realizar uma liberação unilateral de suas reservas estratégicas, como forma adicional de conter oscilações no mercado internacional. Em declarações feitas anteriormente nesta semana, o secretário afirmou que petroleiros iranianos já têm deixado o Estreito de Ormuz com conhecimento das autoridades dos Estados Unidos. Segundo ele, esse movimento tem contribuído para o abastecimento dos mercados globais.
Histórico de sanções
As sanções ao petróleo iraniano foram impostas de forma recorrente nas últimas décadas, com a aplicação mais recente ocorrendo em 2018, durante o governo do presidente Donald Trump, após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015. O pacto previa a redução do programa nuclear do Irã em troca de alívio nas sanções, segundo informações da CNN.
A eventual flexibilização permitiria que cargas atualmente restritas fossem comercializadas de forma aberta com países da Europa e outros mercados. O aumento desse fluxo pode reforçar a oferta global em um momento de limitações na produção. Atualmente, a maior parte do petróleo iraniano é destinada à China, embora parte do volume também chegue a outros países por meio de rotas alternativas que contornam as restrições vigentes.
Com informações do Brasil247
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