CA – O Palácio do Planalto não considera provável uma ação direta ou uma “medida de força” dos Estados Unidos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas avalia que a pressão do governo de Donald Trump sobre o Brasil deve continuar até as eleições de outubro. Segundo informações da jornalista Daniela Lima, do UOL, auxiliares do presidente também estão preocupados com uma possível tentativa de influenciar o ambiente eleitoral por meio das redes sociais.
Um dos episódios que chamou a atenção do governo brasileiro foi uma publicação de um parlamentar republicano dos Estados Unidos com uma montagem na qual Lula aparece preso por americanos. “O Lula não é o Maduro”, afirmou um auxiliar direto do presidente que atua na área internacional.
Apesar do aumento das tensões entre Brasília e Washington, a avaliação no Planalto é de que não há perspectiva de uma iniciativa drástica contra Lula. O governo, porém, acompanha os movimentos da Casa Branca e considera que a ausência de uma ameaça direta não significa redução da pressão política e econômica sobre o Brasil.
Nesse cenário, integrantes do governo avaliam como praticamente inexistentes as chances de uma renegociação do chamado “tarifaço” antes das eleições brasileiras de outubro. A percepção também se estenderia às iniciativas conduzidas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Ao mesmo tempo, Lula recebeu manifestações de aproximação de Rússia e China. O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com Lula e enviou ao Brasil um assessor de alto escalão da área militar para tratar de cooperação relacionada à indústria naval de defesa brasileira. Já o presidente chinês, Xi Jinping, também conversou com Lula e reafirmou parcerias comerciais consideradas estratégicas entre os dois países.
Na avaliação de integrantes da diplomacia brasileira, os contatos ganham importância diante das dificuldades na relação com o governo Trump. O Planalto busca preservar e ampliar os canais de diálogo com outras potências enquanto administra o período de tensão com Washington.
Pressão sobre as eleições
Embora não veja ameaça direta à integridade de Lula, o governo trabalha com a possibilidade de que grupos ligados ao campo político de Trump tentem influenciar a disputa presidencial brasileira.
As redes sociais estão entre os principais pontos de preocupação. Auxiliares presidenciais avaliam que essas plataformas podem ser utilizadas para interferir no debate político e influenciar a opinião pública durante a campanha eleitoral.
A publicação que mostrava Lula preso foi interpretada nesse contexto e, para integrantes do governo, seria um sinal da deterioração das relações políticas entre setores dos dois países.
Planalto tem avaliação diferente sobre Milei
A avaliação do governo brasileiro sobre o presidente argentino, Javier Milei, é diferente. Apesar da proximidade política do argentino com o campo adversário de Lula, auxiliares do presidente avaliam que uma eventual participação de Milei no debate eleitoral brasileiro poderia acabar favorecendo o petista.
Segundo essa leitura, Milei teria pouca capacidade de conquistar eleitores brasileiros moderados ou de centro para a oposição. Sua aproximação com o campo de Flávio Bolsonaro também poderia, na avaliação de integrantes do governo, associar esse grupo a posições consideradas extremistas pelo governo.
O Planalto também não considera que Milei tenha capacidade de provocar danos econômicos significativos ao Brasil, principalmente devido à importância do mercado brasileiro para a economia argentina.
*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



