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Pimenta defende demissão de Doyle e diz que houve deboche em sua posição sobre a guerra

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Hélio Doyle deixou o cargo de presidente da EBC após compartilhar uma postagem que chamava de “idiotas” os apoiadores de Israel

Paulo Pimenta e Hélio Doyle
Paulo Pimenta e Hélio Doyle (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

247 – Após a renúncia do jornalista Hélio Doyle do cargo de presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em decorrência de uma postagem compartilhada por ele que chamava de “idiotas” os apoiadores de Israel, o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta (PT), afirmou à Folha de S. Paulo que os ministros e o primeiro-escalão do governo Lula (PT) devem ter cuidado com suas declarações, pois elas recaem sobre a administração federal como um todo.

“Não se trata de falar mal de A ou de B. Trata-se, em primeiro lugar, de tratar com respeito, seriedade, gravidade, delicadeza o momento. Se a conduta do Brasil é uma conduta de respeito, de busca da promoção da paz, de manter uma capacidade de diálogo com todos os atores que estão nesse cenário de guerra e a garantia da busca com segurança das famílias brasileiras que estão lá, é esse tipo de comportamento e postura que esperamos de todos os servidores e servidoras que têm posição de chefia dentro do governo”, disse.

Pimenta cobrou “responsabilidade com qualquer declaração, qualquer atitude”, porque “quem acaba respondendo por ela é o governo como um todo. Nesse caso específico, a partir do momento que o presidente manifesta uma posição e essa posição tem como princípios o Brasil, à frente do Conselho de Segurança da ONU, trabalhar pela promoção da paz e a garantia da repatriação de todos os brasileiros e brasileiras que se encontram na área, da zona de conflito, essa orientação deve ser observada por todo mundo sem exceção”.

O ministro destacou que esta diretriz não se trata de censura ou proibição de manifestações sobre o conflito entre Israel e Hamas, mas alertou para a diferença entre opinião e “achincalhamento” ou “ataque gratuito”. “Não existe nenhuma orientação nesse sentido [de proibir manifestações]. O que há é uma recomendação de bom senso, de no momento em que o presidente da República tem um posicionamento público sobre o assunto, esse posicionamento passa a ser o posicionamento do governo e dos seus principais porta-vozes, que são os ministros e o primeiro escalão do governo. [Existe] uma distância muito grande entre você ter uma opinião e fazer um achincalhamento, deboche, uma agressão gratuita que não está em sintonia com a conduta com que o presidente espera de cada um de nós”.

Com informações do Brasil 247

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