O primeiro lote da doação chinesa de 60 mil toneladas de arroz a Cuba partiu nesta quinta-feira (19), segundo divulgou a embaixada cubana em Xangai por meio de sua conta oficial no X hoje. O envio é gerido pela Agência China de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (APCID) e representa o início da entrega de uma nova remessa, diferente das 30 mil toneladas já entregues à ilha em janeiro como parte de um pacote de assistência emergencial aprovado pelo presidente chinês Xi Jinping. Não há detalhes sobre o volume exato deste primeiro lote.
A decisão de enviar as 60 mil toneladas foi anunciada em janeiro, ao mesmo tempo em que a China aprovou uma assistência financeira emergencial de 80 milhões de dólares (mais de R$ 418 milhões) destinada à aquisição de equipamentos elétricos e outras necessidades urgentes. A medida foi comunicada ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, pelo embaixador chinês em Havana, Hua Xin.
A embaixada cubana em Xangai acompanhou o anúncio da partida com a mensagem de que “diante a adversidade, prevalece a solidariedade dos verdadeiros amigos”.

O embarque chinês ocorre em meio a uma mobilização internacional crescente de apoio a Cuba. O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira o envio de mais de 20 mil toneladas de alimentos ao país, por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU, incluindo arroz, feijão e leite em pó. Uma remessa de medicamentos de primeira necessidade já foi entregue à população cubana nesta semana.
Em paralelo, uma caravana internacional composta por parlamentares, sindicalistas e representantes estudantis brasileiros desembarca em Havana neste sábado (21) como parte do Nuestra América Convoy a Cuba, iniciativa que reúne delegações de mais de uma dezena de países em três continentes. A comitiva brasileira leva mais de 20 toneladas de produtos, entre alimentos, medicamentos, equipamentos de energia solar e materiais para hospitais e serviços essenciais.
O embaixador Hua Xin declarou anteriormente que Pequim continuará seu apoio à ilha, tanto na defesa da soberania e segurança nacional quanto no fortalecimento da cooperação em setores como energia e alimentação. Entre os projetos em curso, mencionou a sincronização de parques solares doados pela China à rede elétrica nacional, a implementação de sistemas fotovoltaicos em residências isoladas e centros sociais, além da entrega contínua de assistência alimentar.
A China tem condenado de forma reiterada o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, classificando as pressões de Washington como medidas que “comprometem a paz e a estabilidade regionais”.
O arroz, alimento básico da dieta cubana, tornou-se cada vez mais difícil de obter em razão das restrições às importações. Cuba atravessa uma grave crise energética marcada por apagões prolongados, agravada pela redução do fornecimento de petróleo venezuelano em meio à ofensiva estadunidense contra Caracas.
Com informações do Brasil de Fato
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