O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país deixará de atacar instalações energéticas do Irã, após uma reação negativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma ofensiva israelense contra uma estrutura ligada ao maior campo de gás natural do mundo. A decisão ocorre em meio à escalada do conflito, que já dura quase três semanas e provoca efeitos na economia global.
A mudança de postura de Netanyahu acontece após o ataque israelense ao campo de gás South Pars, no Irã, considerado um dos episódios mais significativos da guerra até agora. A ofensiva gerou forte impacto nos preços globais de energia e ampliou as tensões internacionais, levando Trump a pressionar Israel a evitar novos alvos estratégicos no setor energético.
Em pronunciamento realizado na quinta-feira (19), Netanyahu declarou que atenderá à exigência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e interromperá ataques contra instalações energéticas iranianas. A declaração ocorre um dia após o bombardeio ao campo South Pars.
O primeiro-ministro também afirmou que Israel “agiu sozinho” na operação, corroborando a versão de Trump de que os Estados Unidos “não sabiam de nada” previamente. No entanto, fontes americanas e israelenses ouvidas pela CNN indicaram que Washington tinha conhecimento prévio da ofensiva, o que contradiz as declarações públicas dos dois líderes.
Os impactos econômicos da guerra seguem sendo observados nos mercados internacionais. Após o anúncio de Netanyahu, os preços do petróleo registraram leve queda no início desta sexta-feira (20). Ainda assim, o banco Goldman Sachs alertou que os valores devem permanecer elevados, com projeções indicando que o barril pode ultrapassar US$ 100 até 2027.
No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia solicitar ao Congresso um pacote de até US$ 200 bilhões para financiar o conflito contra o Irã. Segundo ele, esse valor seria “um pequeno preço a pagar para garantir que permaneçamos no topo”. Apesar disso, parlamentares republicanos demonstram dúvidas sobre a viabilidade de aprovação do financiamento.
A escalada militar também tem provocado impactos sociais e religiosos na região. A mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, permanecerá fechada nesta sexta-feira, marcando a primeira vez desde 1967 que o local não abre durante o Eid. Autoridades israelenses justificaram a decisão por “razões de segurança”, enquanto críticos apontam que a medida impede palestinos de acessar um dos locais mais sagrados do islamismo.
Além disso, a crise humanitária se agrava no Líbano. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados, cerca de um quinto da população libanesa foi deslocada de suas casas em apenas duas semanas, em meio aos confrontos entre Israel e o Hezbollah, deixando milhares de famílias em busca de abrigo.
Com informações do Brasil247
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