O PT decidiu alterar sua estratégia de distribuição do fundo eleitoral para as eleições de 2026, priorizando candidaturas ao Congresso Nacional em detrimento das disputas pelos governos estaduais. A mudança foi definida em resolução interna aprovada no fim de 2025 e deverá ser confirmada pelo diretório nacional da sigla em abril, segundo a Folha de São Paulo.
A eleição presidencial segue como principal foco, mas, na sequência, o PT passa a dar maior peso às disputas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, deixando os governos estaduais em posição inferior.
Nova ordem de prioridades
Pelo novo arranjo, a eleição presidencial continua no topo da lista. Em seguida, aparecem as disputas para o Senado, depois a Câmara dos Deputados. Apenas na quarta posição entram as candidaturas aos governos estaduais, à frente somente das eleições para Assembleias Legislativas.
Essa mudança representa uma inversão em relação à estratégia adotada em 2022, quando as campanhas para governos estaduais tinham maior relevância, ficando logo atrás da disputa presidencial e acima das eleições parlamentares.
Cenário político impulsiona mudança
A decisão do PT ocorre em um contexto de reorganização das forças políticas no país, especialmente diante do avanço do bolsonarismo no Congresso. Com dois terços das cadeiras do Senado em disputa, cresce a preocupação com a possibilidade de fortalecimento de uma maioria alinhada à direita na Casa.
Esse cenário tem impacto direto sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), já que cabe ao Senado votar eventuais processos de impeachment contra ministros da Corte. Diante disso, ampliar a bancada no Senado passou a ser visto como estratégico.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sinalizado essa prioridade ao afirmar que considera mais importante vencer uma eleição para o Senado do que múltiplas disputas estaduais.
Tensão interna no partido
A nova diretriz, no entanto, deve gerar insatisfação entre pré-candidatos aos governos estaduais. Integrantes da direção petista já preveem resistência diante da redução de recursos destinados a essas campanhas.
Dirigentes da Executiva Nacional argumentam, por outro lado, que candidatos estaduais precisam ampliar sua capacidade de arrecadação própria, em vez de depender exclusivamente do fundo eleitoral.
Valores ainda indefinidos
Os valores exatos que serão destinados a cada tipo de candidatura ainda não foram estabelecidos. O partido aguarda a definição dos tetos de gastos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além do montante total do fundo eleitoral.
Até o momento, a única definição concreta é que a campanha presidencial de Lula terá direito ao teto máximo permitido, estimado em cerca de R$ 130 milhões.
Com informações do Brasil247
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