Ceilândia em Alerta – O Governo Federal anunciou ações para reduzir os impactos da tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As medidas envolvem apoio financeiro às empresas, diversificação de mercados de exportação e avaliação de medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica e nos mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC). As informações foram publicadas na Agência Gov.
O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que será estruturado um programa de apoio aos setores mais afetados. Entre as iniciativas estão a ampliação do Plano Brasil Soberano, criação de linhas de crédito e reforço das ações de promoção comercial para que empresas brasileiras encontrem novos compradores no exterior.
Instituições como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverão atuar na abertura de novos mercados para produtos nacionais.
Os setores apontados como mais impactados pelas novas tarifas são madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. As empresas desses segmentos poderão ter acesso a crédito para capital de giro, investimentos e apoio para redirecionar vendas para outros países.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras são diretamente afetadas pela medida norte-americana. Juntas, elas representam aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações para os Estados Unidos, com base em dados de 2024.
Segundo o governo, 74% dessas empresas já possuem negócios com outros mercados internacionais. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,1% no ano passado para 9,4% em 2026.
Apoio financeiro
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo possui instrumentos para apoiar as empresas e preservar empregos nos setores atingidos. Entre as possibilidades estão novas linhas de financiamento e ampliação de mecanismos de apoio produtivo.
O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, destacou que o objetivo é atender especialmente os segmentos mais prejudicados pelas tarifas e construir alternativas comerciais para reduzir os impactos.
Negociação internacional
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Brasil realizou mais de 30 contatos com autoridades dos Estados Unidos desde março de 2025, em diferentes níveis de negociação.
Segundo ele, o governo brasileiro apresentou propostas e participou das consultas conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), mantendo a defesa de uma solução negociada.
O Brasil também informou que pretende utilizar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica e poderá recorrer ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
Pix e outras questões
Durante a apresentação das medidas, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu o funcionamento do Pix e afirmou que o sistema brasileiro de pagamentos é uma infraestrutura pública aberta às instituições financeiras.
Segundo Galípolo, o Pix continuará gratuito para pessoas físicas, seguro e instantâneo, além de seguir recebendo aprimoramentos tecnológicos.
O governo também contestou pontos relacionados a meio ambiente e combate à corrupção apresentados na investigação comercial norte-americana.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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