Ceilândia em Alerta — O longa-metragem brasiliense Marcos e Arnaldo, que aborda a amizade entre um menino órfão de 11 anos e um homem adulto com Transtorno do Espectro Autista (TEA), integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A produção dirigida por Santiago Dellape participa da 3ª Mostrinha, seção dedicada a filmes infantojuvenis, e amplia a presença do audiovisual do Distrito Federal em festivais nacionais, como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
O filme terá quatro sessões gratuitas em espaços culturais e educacionais da capital paulista. A entrada está sujeita à lotação e à disponibilidade de ingressos.
Sessões gratuitas em São Paulo
De acordo com a programação divulgada, as exibições estão previstas para os seguintes locais e horários:
- 20 de outubro, às 12h: Itaú Cultural;
- 28 de outubro, às 10h: CEUs Jambeiro e Três Lagos;
- 28 de outubro, às 13h: CEU Carrão.
A retirada dos ingressos depende da disponibilidade, e o acesso está condicionado à capacidade de cada espaço.
História aborda confiança, neurodivergência e inclusão
Dirigido por Santiago Dellape, o filme tem roteiro de Guilherme Sadeck Cunha. Os dois são de Brasília. A trama acompanha Marcos, um menino órfão que perdeu a confiança nos adultos, e Arnaldo, um homem autista com quem ele desenvolve uma relação de amizade.
A narrativa busca valorizar o encontro entre duas pessoas de diferentes gerações e experiências de vida. O diretor também resgata brincadeiras tradicionais que marcaram a infância de muitas gerações, como futebol de botão, bola de gude e estilingue.
“O filme busca provocar ternura na relação sincera entre um garoto vulnerável e um adulto neurodivergente, e na nostalgia pelas brincadeiras analógicas que se perderam, futebol de botão, bola de gude, estilingue e outras memórias táteis”, afirma Dellape.
A proposta dialoga com iniciativas de cinema inclusivo e acessibilidade cultural, que buscam ampliar o acesso do público a produções audiovisuais e promover a diversidade nas telas.
Produção foi filmada no Distrito Federal
As gravações ocorreram em diferentes locais do DF. Entre eles estão a instituição Nosso Lar, na Candangolândia, que acolhe crianças e adolescentes, e o Sítio Nós na Teia, no Jardim Botânico. Na história, o espaço de permacultura e sustentabilidade representa a casa de Arnaldo.
O projeto recebeu reconhecimento no Festival de Cinema de Oaxaca, no México, e ficou entre os seis melhores roteiros de longa-metragem de ficção do Scriptapalooza Fellowship, em 2019. Em 2022, também foi selecionado para a Oficina de Desenho de Audiência do Icuman/BrLab e, posteriormente, viabilizado pelo Edital FAC Brasília Multicultural II.
A produção e a produção executiva são de Natália Brandino e Walder Junior, da Kocria Audiovisual. A distribuição nacional é realizada pela Olhar Distribuidora.
Fonte: Metrópoles



