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Há 12 anos, Dilma superou Aécio após aparecer atrás nas pesquisas; cenário de 2026 reacende comparação

Montagem com quatro fotografias de políticos brasileiros, lado a lado: Aécio Neves, de terno azul, falando ao microfone; Dilma Rousseff, com expressão séria; Luiz Inácio Lula da Silva, usando chapéu claro; e Flávio Bolsonaro, vestindo terno azul e gravata estampada.
Em 2014, Dilma Rousseff reverteu a vantagem numérica de Aécio Neves nas pesquisas Datafolha e conquistou a reeleição com 51,64% dos votos válidos. Doze anos depois, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro apresenta diferenças reduzidas nas pesquisas de segundo turno. Foto: Reprodução/Montagem Brasil de Fato MG.

Em outubro de 2014, Datafolha apontava Aécio Neves com 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma Rousseff. A petista reverteu a diferença e venceu a eleição com 51,64% dos votos.

Ceilândia em Alerta – A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25), o cenário de disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) traz à memória uma das eleições mais disputadas da história recente do Brasil. Há 12 anos, Dilma Rousseff (PT) aparecia numericamente atrás de Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas eleitorais, mas conseguiu inverter os percentuais na reta final e conquistar a reeleição.

Em levantamento realizado pelo Datafolha nos dias 14 e 15 de outubro de 2014, Aécio registrava 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma. A diferença de dois pontos percentuais estava dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

Curiosamente, os mesmos percentuais foram registrados pelo Datafolha em 15 de outubro de 2026, desta vez na disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula.

A coincidência chama atenção diante da proximidade do segundo turno, embora as circunstâncias políticas e eleitorais sejam diferentes.

Em 2014, Dilma havia terminado o primeiro turno à frente de Aécio. Já em 2026, Flávio Bolsonaro recebeu mais votos que Lula na primeira etapa da eleição, realizada em 4 de outubro.

Essa diferença é importante para compreender os limites da comparação entre os dois momentos históricos.

Como Dilma Rousseff reverteu os números das pesquisas em 2014

A mudança nas intenções de voto começou a aparecer nos levantamentos divulgados durante a segunda quinzena de outubro de 2014.

No dia 15, Aécio Neves ainda registrava 51% dos votos válidos, enquanto Dilma aparecia com 49%.

Cinco dias depois, em 20 de outubro, os percentuais se inverteram. A então presidente passou a registrar 52% das intenções de votos válidos, contra 48% do candidato do PSDB.

A mudança ocorreu durante uma campanha marcada por debates intensos, confrontos políticos e disputas sobre os rumos da economia brasileira.

No levantamento realizado entre os dias 22 e 23 de outubro, Dilma ampliou sua vantagem numérica, alcançando 53% dos votos válidos, enquanto Aécio recuou para 47%.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na véspera da votação, a petista aparecia com 52%, contra 48% do adversário.

O resultado das urnas confirmou a reeleição de Dilma Rousseff, que recebeu 51,64% dos votos válidos, enquanto Aécio Neves terminou com 48,36%.

A presidente conquistou aproximadamente 54,5 milhões de votos, cerca de 3,5 milhões a mais que o candidato tucano.

O episódio demonstra que as intenções de voto registradas durante a campanha podem sofrer alterações até o dia da eleição.

Entretanto, pesquisas eleitorais representam estimativas do comportamento dos eleitores no período em que são realizadas, e não resultados antecipados das urnas.

Pesquisas de 2026 mostram disputa equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

A comparação com 2014 voltou ao debate político após a divulgação de pesquisas que apontam diferenças reduzidas entre os dois candidatos à Presidência da República.

Nesta quarta-feira (21), o instituto Quaest apresentou levantamento no qual Flávio Bolsonaro registra 45% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44%.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, o senador oscilou de 46% para 45%, enquanto o presidente permaneceu com 44%.

Os votos brancos, nulos e de eleitores que afirmam não votar somam 9%. Os indecisos representam 2%.

Outra pesquisa, realizada pelo instituto Meio/Ideia e divulgada também nesta quarta-feira, apresenta Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 46% de Lula.

A diferença de dois pontos percentuais também está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,5 pontos.

Considerando apenas os votos válidos, o candidato do PL registra 51,1%, enquanto o petista aparece com 48,9%.

O estudo também investigou o grau de definição do voto. Segundo os resultados, 83,7% dos entrevistados afirmam já ter escolhido definitivamente seu candidato, enquanto 16,3% admitem a possibilidade de mudança.

Na segunda-feira (19), levantamentos realizados pelos institutos BTG/Nexus e AtlasIntel também registraram diferenças reduzidas entre os presidenciáveis.

Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49,7%.

Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 13 de outubro, os percentuais eram de 51,6% para Flávio e 48,4% para Lula.

As alterações observadas entre os levantamentos estão dentro das respectivas margens de erro e não permitem afirmar, isoladamente, que ocorreu uma mudança consolidada nas preferências do eleitorado.

A experiência de 2014 evidencia que o comportamento dos eleitores pode se modificar durante o segundo turno, mas não permite concluir que o resultado daquela eleição será reproduzido em 2026.

Além das diferenças entre os candidatos e os contextos políticos, as duas disputas apresentam condições distintas em relação ao resultado do primeiro turno.

Com a votação marcada para domingo (25), os levantamentos disponíveis apontam uma disputa equilibrada, na qual as diferenças numéricas entre Lula e Flávio Bolsonaro permanecem próximas ou dentro das margens de erro.

O resultado definitivo, entretanto, será conhecido somente após a apuração dos votos pela Justiça Eleitoral.


Fonte: Brasil de Fato

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