Além das discussões multilaterais, Lula deve realizar uma série de reuniões, entre elas um encontro com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou nesta sexta-feira (21) a Joanesburgo, na África do Sul, onde participará da 20ª edição da Cúpula do G20. O encontro reúne os chefes de Estado e governo das 19 maiores economias do mundo e da União Europeia e será realizado neste sábado (22) e domingo (23). O Brasil presidiu o grupo no ano passado, quando o Rio de Janeiro sediou o evento.
Ao desembarcar, Lula destacou o foco da edição sul-africana. “Chegamos a Joanesburgo. Aqui participarei da Cúpula do G20, que terá início amanhã. Sob a presidência da África do Sul, o G20 traz em 2025 o lema “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”. Temas de fundamental importância para o Brasil e para o Sul Global”, afirmou o presidente.
Além das discussões multilaterais, Lula deve realizar uma série de reuniões bilaterais, entre elas um encontro com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa. Os dois conversaram por telefone nesta semana e acertaram tratar, pessoalmente, de medidas para facilitar e aprofundar o comércio entre os dois países. A expectativa é que Lula se reúna também com outros líderes durante o evento.
Temas centrais: economia, clima e minerais críticos
De acordo com o governo brasileiro, a programação do G20 na África do Sul refletirá algumas das pautas mais urgentes da economia global e do desenvolvimento sustentável. Estão previstas três reuniões temáticas, duas no sábado e uma no domingo:
- Crescimento econômico sustentável, com foco em financiamento ao desenvolvimento, comércio internacional e dívidas públicas;
- “Mundo resiliente”, dedicado às discussões sobre mudança do clima, redução de riscos de desastres, segurança alimentar e transição energética;
- “Futuro Justo e Equitativo para Todos”, sessão voltada para minerais críticos, trabalho decente e inteligência artificial.
O debate sobre minerais críticos deve ter especial relevância na edição deste ano. Esses recursos — essenciais para baterias, turbinas eólicas, painéis solares e equipamentos eletrônicos — são considerados estratégicos para a transição energética global. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, destacou o caráter inédito da discussão no âmbito do G20.
“É a primeira vez que o G20 consegue um documento sobre minerais críticos, reforçando a ideia de que os países devem buscar o beneficiamento de minerais na origem”, afirmou o diplomata, ressaltando o pioneirismo da presidência sul-africana.
Declaração de Líderes em negociação
A principal entrega esperada para esta cúpula é a Declaração de Líderes, ainda em negociação entre os países-membros. O texto deverá consolidar consensos sobre os temas discutidos ao longo dos dois dias de reuniões e sinalizar compromissos coletivos em áreas como economia, clima e cooperação internacional.
Com o lema “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”, a edição de 2025 busca reforçar a atuação conjunta das maiores economias do mundo em defesa de um desenvolvimento mais equilibrado — bandeira que o Brasil tem sustentado desde sua presidência do grupo.
Fonte: brasil247
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