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ANP: exploração de petróleo no Brasil é compatível com transição energética

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A agência oferta sete blocos do pré-sal e também destacou as expectativas da indústria para a Margem Equatorial

A manutenção das atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil é “completamente compatível” com o avanço da transição energética, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, na abertura do leilão de pré-sal, nesta quarta-feira (22). A declaração foi publicada na Reuters. 

A agência vai ofertar nesta quarta-feira sete blocos do pré-sal, nas Bacias de Campos e Santos, sob modelo de partilha de produção. Nesse modelo, vencem os blocos as companhias que fizerem o maior lance de percentual em óleo à União, enquanto os bônus de assinatura são fixos.

Em seu discurso, Watt também destacou as expectativas da indústria com a licença do órgão ambiental Ibama concedida para que a Petrobras realize um poço exploratório na Margem Equatorial. Tal poço tem como objetivo verificar a presença de petróleo em águas profundas do Amapá e avaliar a abertura de uma nova fronteira exploratória.

O bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial, tem estimativas de R$ 300 bilhões em investimentos e arrecadação estatal acima de R$ 1 trilhão nas próximas décadas. A previsão é que as atividades gerem mais de 300 mil empregos diretos e indiretos, informou o Ministério de Minas e Energia, comandado por Alexandre Silveira. No setor de petróleo e gás, a Margem Equatorial com potencial de 10 bilhões de barris recuperáveis. 

A Margem Equatorial fica na parte Norte do Brasil, e compreende a faixa litorânea dos seguintes estados: Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. 

Petróleo e o cenário global

Estimativas apontaram que o Brasil poderá ficar entre os quatro maiores produtores de petróleo do mundo a partir de 2030, atrás apenas de Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia. O país sul-americano pode ultrapassar a China e o Canadá se chegar à marca dos 5 milhões de barris por dia, acima dos 3,9 milhões atualmente, segundo a plataforma Trading Economics.

O Brasil apareceu na sétima posição entre os maiores produtores de petróleo, com 3,9 milhões de barris por dia. O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos (13,6 milhões), seguidos por Arábia Saudita (9,9 milhões), Rússia (9,7 milhões), Canadá (4,8 milhões), China (4,4 milhões) e Iraque (3,8 milhões).

  • Venezuela

As estatísticas da plataforma fizeram referência à produção de petróleo por um país. Mas, no quesito “reservas de petróleo”, a Venezuela ficou em primeiro lugar em 2024 (300,9 bilhões de barris), seguida por Arábia Saudita (266,5 bilhões de barris) e pelo Canadá (169,7 bilhões de barris). Os dados foram divulgados no site World Atlas.

A sequência da lista foi ocupada pelo seguintes países: Irã (157,8 bilhões de barris), Iraque (150 bilhões), Rússia (103,2 bilhões), Kuwait (101,5 bilhões), Emirados Árabes (97,8 bilhões), EUA (48,5 bilhões), e Líbia (48,4 bilhões). O Brasil ficou na 15ª posição, com 16,2 bilhões de barris, o que representou aproximadamente 1% das reservas globais​.

*Com informações do Brasil 247

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