Início Distrito Federal Casos de feminicídio no DF têm em comum requintes de selvageria
Distrito FederalGeral

Casos de feminicídio no DF têm em comum requintes de selvageria

Compartilhar
Compartilhar

Em 45% dos casos, os feminicidas utilizaram arma branca; e em 22%, asfixia. Por isso, GDF promove ações para coibir e reverter esse cenário

Nos oito primeiros meses deste ano, mais de duas dezenas de mulheres foram assassinadas e qualificadas como vítimas de feminicídio no DF. O número é muito superior ao registrado em 2017, quando, em todo o ano, 17 mulheres foram alvo do mesmo crime. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), quase 70% dos assassinatos ocorrem dentro de casa. Em outros 27%, o palco foi público, como ruas, praças e estacionamentos. O restante ocorreu em bares e casas de festas.

Em 45% dos casos, os feminicidas utilizaram arma branca; em 22%, arma de fogo; e também com 22%, asfixia. Mais de 77% das vítimas sofreram violência doméstica antes do feminicídio.

Entre os últimos crimes que comoveram o Distrito Federal e o Brasil, a policial civil Valderia da Silva Barbosa foi morta, aos 46 anos, pelo ex-companheiro. Ela era chefe de seção da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), em Ceilândia, e foi brutalmente assassinada com mais de 64 facadas, segundo laudos preliminares elaborados pelo Instituto Médico Legal (IML).

A forma como ela perdeu a vida revela outra triste realidade: várias vítimas de feminicídio do DF foram mortas com requintes de selvageria: espancadas, esfaqueadas, baleadas ou estranguladas.

Para combater essa situação, o Governo do Distrito Federal (GDF) tomou várias medidas nos últimos anos, a mais recente foi a sanção, em maio deste ano, da Lei nº 7.264/2023.

A norma prevê a aplicação de multa, de R$ 500 a R$ 500 mil, aos agressores que cometerem o crime de violência contra a mulher na capital federal. O valor arrecadado será utilizado em programas de combate à prática e no tratamento e na recuperação da saúde das vítimas.

Além disso, o Distrito Federal conta com uma rede de acolhimento às vítimas de violência doméstica. Entre os serviços oferecidos, está a Casa da Mulher Brasileira, um equipamento público que oferece atendimento integrado e humanizado às mulheres que passaram por situação de violência doméstica. O espaço está localizado na CNM 1, Bloco I, em Ceilândia.

A capital federal dispõe ainda da Casa Abrigo, que acolhe vítimas de violência doméstica com risco de morte por um período maior do que a Casa da Mulher Brasileira. Para serviço de orientação, encaminhamento jurídico e atendimento psicossocial, o Distrito Federal possui os Centros Especializados de Atendimento à Mulher. Atualmente, existem quatro unidades: 102 Sul, Planaltina, Casa da Mulher Brasileira e CIOB.

Outro equipamento que oferece acompanhamento psicossocial às pessoas envolvidas em situação de violência doméstica e familiar é o Espaço Acolher. Ao todo, são oito unidades que oferecem acolhimento tanto para as vítimas quanto para os agressores.

E para fortalecer e reforçar ainda mais os mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal criou o programa Mulher Mais Segura.

A iniciativa reúne uma série de ações e medidas voltadas para o combate à violência doméstica, buscando mais eficiência na rede de apoio. Entre as medidas presentes no programa, estão dois mecanismos de monitoramento: o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) e o aplicativo Viva Flor, que facilita o acionamento das forças de segurança nos casos de risco extremo à vida.

Denuncie! 

Para atender às vítimas de violência, o Distrito Federal conta com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Deam I) e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), que funcionam 24 horas, todos os dias da semana. Além disso, todas as delegacias oferecem sessões de atendimento à mulher. A Polícia Civil ainda disponibiliza outros meios para recebimento de denúncias, que podem ser feitas anonimamente.

Denúncia on-line / Maria da Penha on-line

Por telefone: ligue 197, opção 0 (zero), ou pelo WhatsApp (61) 9 8626-1197

Por e-maildenuncia197@pcdf.df.gov.br

A Polícia Militar do Distrito Federal também se coloca à disposição pelo 190.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Presidente do BRB defende aval do Tesouro em empréstimo: “Creio que Lula e Celina chegarão ao entendimento”

O presidente do BRB, Nelson Souza, disse que, caso isso ocorra, não...

Pacientes ao chão e corredores lotados: o caos instalado no Hospital de Base. Veja vídeo

Do pronto-socorro à internação, pacientes e acompanhantes denunciam atendimento precário, sobrecarga e...

Burocracia dificulta o acesso de pessoas com deficiência a benefícios

Falta de direcionamento claro sobre processo e dificuldade de obtenção dos laudos...

Botafogo x Internacional: torcedores projetam jogão no Mané Garrincha

Torcedores de Botafogo e Internacional aquecem o clima para o duelo no...