Imigrante congolês Yves Sakila foi morto após ser abordado por seguranças. Um deles ficou com o peso do corpo pressionando o pescoço dele
A morte do imigrante congolês Yves Sakila, de 35 anos, provocou uma onda de protestos na Irlanda. Yves, que vivia no país desde a adolescência, foi morto na sexta-feira (15/5) por agentes de segurança em uma das ruas mais movimentadas de Dublin.
De acordo com a mídia local, o congolês teria sido perseguido por seguranças de uma loja após eles terem suspeitado que ele teria furtado um perfume. Ele foi imobilizado na rua por vários homens. Um deles é visto transferindo o peso do corpo para o joelho, pressionando-o contra o pescoço e a cabeça de Yves, em um caso que lembra a morte de George Floyd, nos Estados Unidos.
Vídeos registraram o momento. Veja:
Un jeune noir de plus… un congolais , une famille détruite de plus… et encore des questions sans réponses. 😭🇨🇩
— Aroon Masini (@AroonMas01) May 19, 2026
La mort de #YvesSakila en Irlande choque et brise énormément de cœurs.
Personne ne mérite de perdre la vie dans des circonstances aussi troublantes.
Nous réclamons… pic.twitter.com/2b80KUOBtk
A polícia irlandesa está investigado o caso. Na quinta-feira (21/5), centenas de pessoas se reuniram em frente ao Parlamento irlandês para cobrar Justiça.
A Rede Irlandesa Contra o Racismo (Inar) prestou condolências à família e cobrou uma investigação sobre o caso.
“No Inar, estamos extremamente perturbados com as notícias do incidente e estendemos nossas sinceras condolências à família e aos amigos do Sr. Sakila. Estamos muito preocupados com o fato de este caso apresentar todas as características de um caso de uso excessivo de força. A morte de um homem negro nessas circunstâncias é extremamente preocupante e instamos as autoridades a investigarem minuciosamente todas as circunstâncias que levaram à morte deste homem, a fim de garantir a confiança da comunidade de minorias étnicas no sistema de justiça criminal”, disse Shane O’Curry, diretor do Inar.
A Anistia Internacional cobrou que a Irlanda erradique o racismo e proteja o direito à vida das pessoas. “Restringi-lo no chão por quase cinco minutos é profundamente perturbador e mais um exemplo deplorável de força ilegal sendo usada contra um homem negro”, afirmou.
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