Presidente da Câmara avalia que Lula chega fortalecido em 2026, enquanto direita segue fragmentada
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar fortalecido à disputa presidencial de 2026. As declarações foram feitas durante o Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, na segunda-feira (22).
Soberania como estratégia de fortalecimento
Segundo Motta, o discurso internacional adotado por Lula aumentou sua popularidade. “Analisando de forma muito imparcial, você tem a esquerda aglutinada e unida em torno da possível reeleição do presidente Lula”, disse ele, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Para ele, o presidente soube reposicionar o discurso e transformar a comunicação em ativo político.
O parlamentar avaliou que a defesa da soberania nacional, em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, ajudou a reforçar a imagem de Lula junto ao eleitorado.
Impacto das sanções dos Estados Unidos
Entre as medidas impostas pelos EUA visando interferir no julgamento de Jair Bolsonaro – condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado – (PL) estiveram um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, a cassação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No total, ao menos 18 pessoas foram afetadas pelas sanções.
Com o novo cenário, o governo trocou o slogan “União e Reconstrução” por “Do lado do povo brasileiro”, em uma tentativa de reafirmar seu posicionamento político. Pesquisas recentes indicaram melhora na percepção popular sobre a gestão federal.
Direita sem unidade e indefinição de Bolsonaro
Sobre o campo conservador, Motta destacou a falta de organização e a indefinição em torno de Jair Bolsonaro (PL). “A direita está um pouco mais desorganizada, na minha avaliação. Porque, primeiro, não se sabe o que o presidente Bolsonaro irá fazer, quem ele vai apoiar”, afirmou.
O deputado citou os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO) como nomes possíveis no pleito, mas avaliou que a pulverização de candidaturas mostra fragilidade. “Você tem várias opções. O Brasil segue dividido”, disse.
Fadiga da polarização política
Ainda de acordo com a reportagem, Motta também destacou que tanto a esquerda quanto a direita enfrentam dificuldades para dialogar com o eleitor que não se identifica com nenhum dos lados. “Vejo que tem uma fadiga dessa dicotomia. Então, vai levar esse eleitor quem tiver mais habilidade e mais condição de garantir entregas”, observou.
Questionado sobre seu próprio posicionamento em 2026, o presidente da Câmara disse que seguirá a decisão do Republicanos. “Eu sou um homem de partido. Eu sou do Republicanos, eu tenho no presidente Marcos Pereira um líder político. Eu tenho que aguardar o posicionamento do meu partido”, disse.
Segundo ele, por ocupar a presidência da Câmara, não é adequado antecipar preferências. “Se eu externo hoje a minha posição política, ela acaba atrapalhando o meu dia a partir do minuto seguinte”, concluiu.
Com informaçoes do brasil247
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