Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo minimizou a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre o “fechamento do STF”. O texto chama o gesto do deputado de “quartelada retórica” e destaca a reação massiva da corte, que reagiu à ‘bravata’ com seu presidente, decano e demais ministros. O jornal ainda ressalta que “insuflar a ira militante também serve para se evadir do debate programático, indigente neste segundo turno da disputa presidencial”.
O editorial reconstitui a narrativa da declaração que ‘varreu’ as homes de todos os jornais digitais e monopolizou o noticiário, esvaziando o debate programático sobre as eleições: “apenas três meses antes de conquistar um novo mandato na Câmara dos Deputados com a maior votação do país, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se metia a formular hipóteses acerca do fechamento do Supremo Tribunal Federal —foi o que se soube nos últimos dias”.
E destaca mais uma vez a fala do filho do candidato: “você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo”.
Para a Folha, “em circunstância tão prosaica, ele respondia a uma questão sobre eventual obstáculo no STF para a posse de seu pai, Jair Bolsonaro, em caso de vitória no primeiro turno da eleição presidencial”.
O texto do editorial acrescenta: “o palestrante duvida que a corte poderia barrar a candidatura vitoriosa se julgasse, no exemplo citado, ter havido doação ilegal de campanha. O clamor das ruas, depreende-se de sua fala, seria fator decisivo. ‘Se prender um ministro do STF, você acha que vai haver uma manifestação popular?’, questiona”.



