Em fórum em Jacarta, Lula destaca chance de triplicar comércio e reforça integração entre os BRICS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que o Mercosul deve avançar até o fim de 2025 nas negociações para um acordo de comércio preferencial com a Indonésia. A declaração foi feita durante um fórum econômico em Jacarta, capital do país do Sudeste Asiático. Lula destacou que a presidência brasileira do bloco regional pretende consolidar novas parcerias comerciais e fortalecer a integração entre países do Sul Global.
Avanço nas tratativas e integração com o Sudeste Asiático
“Durante nossa atual presidência no Mercosul, até o final do ano, vamos avançar nas tratativas para um acordo de comércio preferencial Mercosul–Indonésia”, afirmou o presidente, de acordo coma CNN Brasil. Segundo ele, o objetivo é diversificar as relações econômicas do bloco, tradicionalmente concentradas na Europa e na América do Norte.
Lula também propôs medidas de facilitação de comércio em moedas locais entre os países que integram os Brics. O presidente ressaltou que tanto o Brasil quanto a Indonésia já contam com sistemas eficientes de pagamento instantâneo — o PIX e o QRIS — o que, segundo ele, pode impulsionar a integração financeira e reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais.
Comércio pode triplicar nos próximos anos
Na avaliação do presidente, o atual volume de comércio entre Brasil e Indonésia, estimado em cerca de US$ 6,3 bilhões, está muito abaixo do potencial das duas economias. Ele projetou que o intercâmbio poderia atingir valores entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões por ano.
“Em 2024, o intercâmbio foi de 6,3 bilhões. Queria dizer que isso é pouco para um país de 280 milhões de habitantes e outro de 215 milhões, com tanta similaridade. Poderíamos ter trabalhado o suficiente para ter um comércio acima de 15 ou 20 bilhões de dólares”, declarou Lula.
Estabilidade e previsibilidade para investidores
Durante o evento, Lula reforçou o compromisso do Brasil com a segurança jurídica e a estabilidade institucional. Ele afirmou que o país oferece condições favoráveis para novos investimentos.
“Penso que, se não houver da parte dos empresários o esforço necessário, o comércio dos países não será forte. Uso palavras que não são mágicas, mas necessárias para convencer algumas pessoas a fazer investimento: estabilidade fiscal, política, jurídica, econômica, social e previsibilidade. Isso o Brasil faz questão de oferecer ao investidor”, completou.
Com informações do brasil247
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