Reunião entre a ministra e o presidente da Câmara discutiu atrasos no PAC, emendas parlamentares e redistribuição de cargos
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reuniu-se na noite de quarta-feira (22) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na Residência Oficial da Casa. O encontro, realizado em meio a uma crescente tensão entre o Executivo e o Legislativo, buscou discutir medidas para restabelecer a normalidade das relações políticas e garantir o avanço da pauta de interesse do governo federal até o fim do ano.
De acordo com informações do g1, a reunião teve como foco principal a cobrança por “acordos anteriores que ainda não haviam sido cumpridos”. Segundo relatos de participantes, Motta e outros parlamentares cobraram o governo sobre o atraso na liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o congelamento no pagamento de emendas parlamentares e a distribuição de cargos prometidos a partidos aliados.
Entre as pautas tratadas, destacou-se também a situação do Progressistas (PP), partido que recentemente integrou uma federação com o União Brasil e, logo em seguida, anunciou seu afastamento da base governista. A ministra procurou medir o impacto político desse movimento e avaliar o número de deputados da legenda que ainda poderão apoiar o governo em votações futuras.
De acordo com parlamentares presentes, Gleisi Hoffmann manifestou disposição em dialogar e afirmou que o Palácio do Planalto tem feito “todo o esforço possível para avançar nas soluções”, especialmente em relação ao pagamento de emendas. A ministra teria reforçado que o objetivo do governo é destravar a pauta de investimentos e recuperar a confiança da base aliada.
O presidente da Câmara, por sua vez, reafirmou que a insatisfação dos partidos passa pela falta de cumprimento de compromissos firmados anteriormente, especialmente em áreas estratégicas para os parlamentares. Ele destacou que a relação entre o Planalto e o Congresso precisa de mais previsibilidade e respeito mútuo para evitar rupturas políticas.
A tensão entre Executivo e Legislativo ganhou força após declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a postura de parte do Congresso em relação à aprovação de projetos de interesse do governo. Motta minimizou as falas, afirmando que as críticas de Lula foram “mais direcionadas à extrema direita”, e não à base como um todo.
Com informações do brasil247
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