A transgressão da razão via o aumento exponencial da Selic não deixa dúvidas, no estágio atual, sobre o seu propósito de buscar revogar a agenda programática eleita pelo povo brasileiro em 2022, e impor a agenda dos “mercados”

O ano de 2024 iniciou e evoluiu em trajetória de avanço sustentável e consistente dos fundamentos da economia real, em que pese a política monetária altamente restritiva para o dinamismo da atividade econômica, sem razões técnicas para tal.
Hoje, está claro que a conduta do Banco Central na política monetária, desde o início do governo, fazia parte de um enredo dos mercados e dos seus prepostos em parte da mídia, que atualmente protagonizam capítulo de enorme e organizada excitação para sabotar o governo Lula.
Na verdade, a transgressão da razão via o aumento exponencial da Selic não deixa dúvidas, no estágio atual, sobre o seu propósito de buscar revogar a agenda programática eleita pelo povo brasileiro em 2022, e impor a agenda dos “mercados”. Trata-se de aplicar um “mata-leão” no governo Lula, até que este decline do seu programa e, de preferência, que o presidente desista da sua intenção pela reeleição.
Diante do êxito da política econômica e da musculatura das políticas sociais, o “mercado” passou a se assustar com as transformações em curso no Brasil. Afinal, retirar milhões da pobreza, pleno emprego, aumento real do salário mínimo e da massa salarial dos trabalhadores, ganhos reais nas aposentadorias e BPC, resultariam em maiores custos para a empresas, falta de serviçais para os lares abastados, pobres nos aeroportos, mais gente na Disney. Como assim???
O caminho para o golpe envolveria a narrativa do estado de dominância fiscal, ou seja, o Brasil teria chegado a tal ponto de estrangulamento do quadro fiscal que de nada mais adiantaria o manejo da política monetária. Então, o quadro narrado falacioso de agigantamento dos problemas fiscais exigiria, conforme manifestamos em artigo anterior, “tesouraço” na saúde, educação, previdência, bolsa família, BPC. E nada de mexer em incentivos fiscais e nas desonerações usufruídas pelas grandes empresas que custam R$ 500 bilhões por ano aos brasileiros.
Pois bem, o tiro de largada do atual ataque especulativo contra a moeda brasileira veio com o pronunciamento do ministro Haddad para anunciar as medidas de corte de gastos. Mais especificamente, o que mais “enlouqueceu” o mercado foi justamente a preservação do programa político aprovado nas urnas. Os mercados ficaram ainda mais beligerantes quando Haddad anunciou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Vale deixar claro que as medidas de corte de gastos enviadas pelo governo ao Congresso previam economia de R$ 70 bilhões em dois anos, e que, sim, preservam o programa político do governo Lula, mas em bases um pouco mais modestas, posto que envolvem a redução nos ganhos reais do salário mínimo, com seus reflexos na previdência e BPC; benefício que, a propósito, também contará com regras mais restritivas. Houve alguma desidratação no Congresso, mas segundo a Fazenda, sem comprometimento do fundamental.
Em resumo, o governo fez a sua parte, cortando gastos que efetivamente garantirão a conformidade das contas públicas ao arcabouço fiscal. Mas nada abala a predisposição à sabotagem por parte de 90% dos habitantes da Faria Lima. Quando Lula foi internado para a cirurgia de urgência em São Paulo, o dólar caiu; quando os médicos anunciaram a alta hospitalar do presidente, o dólar disparou.
Desde então, as ações significativas e coordenadas dos mercados pela desvalorização do Real exigiram que o Bacen, já sob a influência do novo presidente, despejasse montanhas de dólares para conter o ataque. O governo está tranquilo: tem munição para enfrentar essa conspiração contra o país e capital político para manter, ampliar e renovar o seu programa por um Brasil muito diferente do desejado pelas suas elites escravocratas.
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