Ceilândia em Alerta — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à jornalista Mariana Godoy, exibida pela Record, que ninguém deve ficar acima da lei e que eventuais irregularidades devem ser investigadas. A declaração ocorreu durante uma conversa no Palácio da Alvorada, na qual o presidente também tratou de temas como segurança pública, economia, relações diplomáticas com os Estados Unidos e as prioridades do Congresso Nacional.
Ao ser questionado sobre notícias envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio, Lula afirmou que não cabe ao presidente interferir no trabalho dos órgãos de investigação.
“Eu não sou juiz, não sou procurador, nem sou delegado; eu sou presidente da República. Todos nós somos obrigados a agir corretamente. Se alguém está agindo de forma errada, esse alguém vai ter que ser investigado. E eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Investigue-se. Ninguém está impune se cometeu erro.”
Lula também ressaltou a importância do direito à ampla defesa e da presunção de inocência. Segundo ele, eventuais desvios devem ser apurados pelas instituições responsáveis.
Relação com os Estados Unidos
Na área internacional, o presidente falou sobre a conversa que manteve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, o diálogo, que durou cerca de 1h20, tratou das relações comerciais entre os dois países e de questões relacionadas às tarifas impostas aos produtos brasileiros.
Lula afirmou que apresentou propostas envolvendo a exploração de minerais críticos e terras raras. A ideia, segundo o presidente, é que o Brasil agregue valor às matérias-primas em território nacional, com produção de itens como semicondutores, baterias e celulares.
O presidente também defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado e destacou que o Brasil pretende manter relações diplomáticas com os Estados Unidos sem abrir mão de sua soberania.
Segurança pública
A segurança pública também esteve entre os principais assuntos da entrevista. Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública para ampliar a coordenação das ações entre União, estados e municípios.
Entre as medidas defendidas pelo presidente estão o fortalecimento da inteligência, a integração entre as forças de segurança e o combate à estrutura financeira das organizações criminosas.
Combate à violência contra as mulheres
Lula também destacou ações do governo voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Segundo ele, medidas legislativas e políticas públicas foram adotadas para ampliar a proteção às vítimas.
O presidente defendeu ainda a expansão das Casas da Mulher Brasileira e o uso de mecanismos tecnológicos para auxiliar no monitoramento de agressores.
Durante a entrevista, Lula também fez um apelo para que os homens participem da mudança cultural necessária para combater o machismo e a violência doméstica.
Economia e emprego
Ao falar sobre a economia, Lula destacou indicadores de inflação, emprego e renda para defender o desempenho de seu governo.
O presidente citou a redução da inflação dos alimentos, a criação de milhões de empregos formais e a valorização do salário mínimo como exemplos de melhora das condições econômicas.
Lula também abordou a percepção da população sobre o custo de vida e defendeu a ampliação da educação financeira nas escolas e em campanhas de conscientização.
Escala 6×1 e outras prioridades
Na parte final da entrevista, o presidente mencionou temas que considera prioritários para o Congresso Nacional. Entre eles estão a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, o marco dos minerais críticos, o setor de data centers e a revisão da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.
Lula também ressaltou a importância da participação popular na política e afirmou que os cidadãos devem acompanhar as decisões dos governantes, votar e cobrar resultados.
“Ser presidente da República é tomar decisões sérias. A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta. Por isso o povo precisa participar, votar e cobrar.”
A entrevista abordou ainda temas relacionados à educação em tempo integral, assistência à população idosa e ao fortalecimento das instituições democráticas.
Fonte: Brasil 247.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



