Presidente criticou ataques dos Estados Unidos a barcos de pescadores no Caribe e nas proximidades da Venezuela e da Colômbia
Durante entrevista coletiva em Jacarta, na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os recentes ataques ordenados pelo governo de Donald Trump a barcos de pescadores no Caribe e nas proximidades da Venezuela e da Colômbia, sob o pretexto de combater o narcotráfico. A coletiva foi transmitida pela TV Brasil e está disponível no canal oficial do Planalto no YouTube (assista aqui).
Lula reagiu duramente às ações militares norte-americanas, afirmando que o combate ao crime não pode se transformar em licença para execuções extrajudiciais. “Falta compreensão da política internacional. Você não está aí para matar as pessoas, está para prendê-las e julgá-las. É o mínimo que se espera de um chefe de Estado”, disse o presidente.
O líder brasileiro reforçou que o enfrentamento ao narcotráfico deve ser feito com cooperação internacional e respeito à soberania dos países, e não com violência unilateral. “É muito melhor os Estados Unidos se dispor a conversar com o Ministério da Justiça de cada país, para fazer uma ação conjunta. Se a moda pega, e cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde é que vai ficar a palavra respeitabilidade da soberania?”, questionou Lula.
Defesa da legalidade e do diálogo
O presidente afirmou que o Brasil tem adotado uma estratégia baseada em inteligência, cooperação e operações coordenadas para enfrentar o tráfico de drogas, sem recorrer à violência desmedida. “O que o Brasil está fazendo há muito tempo, com a Polícia Federal e em parceria com os países amazônicos, é combater o narcotráfico dentro da lei”, explicou.
Lula destacou que o problema das drogas não será resolvido com bombardeios, mas com políticas sociais e de saúde pública. “Toda vez que a gente fala em combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são parte do problema. Há quem vende porque há quem compra”, disse.
“O mundo não pode virar uma terra sem lei”
O presidente advertiu que ações como as de Trump representam risco à estabilidade internacional. “Se o mundo virar uma terra sem lei, sem respeitabilidade, vai ser muito difícil viver. O que precisamos é de cooperação, não de intimidação”, afirmou.
Lula disse ainda que está disposto a discutir o tema pessoalmente com o presidente norte-americano em sua próxima reunião na Malásia, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). “Se o presidente Trump quiser discutir esse assunto comigo, terei imenso prazer. O mundo não pode continuar nessa lógica do bem contra o mal. Precisamos de diálogo, não de guerra.”
Com informações do brasil247
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