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A indignação histórica de Lula sobre seus “nove dedos”

“Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornadas que a gente tem que trabalhar”, afirmou Lula durante o debate na Globo

Na sexta-feira 23/10, no debate na Globo com o adversário, Lula fez uma denúncia histórica dos trabalhadores que sofrem mutilação no trabalho. 

Durante o debate, em momento emocionante, de modo apaixonado, mais uma vez o maior líder hoje no Brasil realizou o que eu notei em texto anterior:  Lula é um intelectual de novo gênero, um homem dotado de um saber de experiência feito, e que fala verdades à maneira destes versos de Camões:

“Metida tenho a mão na consciência,
e não falo senão verdades puras
que me ensinou a viva experiência”  

Indignado, mais uma vez Lula falou com a verdade universal que vem da sua experiência de migrante nordestino, de filho de mulher muito pobre, e do bravo sindicalista provado nas lutas operárias. 

Em 23/10, nas vésperas da mais importante eleição de todos os tempos do Brasil, estas foram suas palavras diante de um insulto, diante de uma zombaria que lhe fez o adversário, típica de fascistas contra o povo trabalhador: 

“O adversário disse uma grande asneira, e eu não levar pra casa. Ele me chamou de ‘nove dedos’. Eu quero que ele saiba de uma coisa: se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos de idade, fui eu. Trabalhando de noite que eu não podia trabalhar, não vou permitir que o miliciano me chame de ‘nove dedos’. Não vou permitir! Não vou. Ele nunca trabalhou na vida, não sabe o que é uma carteira profissional. O primeiro emprego que ele teve foi um emprego falso, dado pelo pai dele. Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília (longe do emprego). E vir ne chamar de ‘nove dedos’…

Você vai ter que me pedir desculpa, porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornadas que a gente tem que trabalhar. Eu era de menor, e trabalhava à noite, porque ou trabalhava ou não comia. 

Eu não posso aceitar que um grã-fino, que um grã-fino com uma prática política muito duvidosa, venha me chamar de ‘nove dedos’ ”. 

Vídeo aqui 

‘Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos’, diz Lula | DEBATE NA TV GLOBO       

Salve, Lula, neste domingo e nos próximos, muitos séculos te acompanham. 

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