Presidente destaca força da mobilização digital, convoca apoiadores para a reta final da campanha e diz que seu exército é da paz
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou neste sábado (24) a marca de 10 milhões de participantes no canal de WhatsApp “Exército do Lula” e destacou a força da mobilização digital de seus apoiadores na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. Durante uma participação por telefone em uma transmissão ao vivo do deputado federal André Janones (Rede-MG), Lula brincou com o tamanho da iniciativa e mencionou os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o jornal O Globo, a declaração foi feita de um hotel no Rio de Janeiro, pouco antes de Lula participar de uma manifestação na Praia de Copacabana. O presidente afirmou, em tom de brincadeira, que a mobilização de seus apoiadores teria despertado o interesse de líderes das maiores potências mundiais.
“Nosso exército tem sido um sucesso extraordinário. O Xi Jinping já me ligou com ciúme do meu exército. O (Vladimir) Putin (presidente da Rússia) já pediu emprestado, mas eu não empresto, meu exército é da paz. O (Donald) Trump (presidente dos EUA) tá com muita preocupação do meu exercito porque sabe que o nosso é melhor do que o dele. Vamos chegar a onze milhões hoje”, declarou Lula.
Mobilização digital alcança 10 milhões de participantes
A marca de 10 milhões de participantes foi atingida na sexta-feira (23), antes do debate presidencial realizado pela TV Globo. O resultado representa um marco na estratégia de mobilização digital da campanha petista, que busca ampliar a circulação de mensagens e incentivar a participação dos eleitores nas horas que antecedem a votação.
O “Exército do Lula” reúne apoiadores mobilizados por meio do WhatsApp, plataforma que se tornou um dos principais instrumentos de comunicação política durante a disputa eleitoral. A iniciativa procura fortalecer a presença da campanha nas conversas digitais e estimular a divulgação de conteúdos favoráveis à candidatura do presidente.
A participação de Lula na transmissão de Janones também reforçou o protagonismo do deputado na organização da militância nas redes sociais. Após o debate da Globo, realizado na noite de sexta-feira, o parlamentar iniciou uma transmissão de 24 horas com a participação de integrantes do governo, lideranças políticas e artistas.
Lula convoca apoiadores a ocupar o WhatsApp até o fim da eleição
Ainda na madrugada de sábado, depois de deixar os Estúdios Globo, Lula já havia participado por vídeo da transmissão de Janones. Na ocasião, pediu que os apoiadores intensificassem a mobilização no WhatsApp ao longo do último dia de campanha e mantivessem a atuação até o encerramento da votação.
“Nosso Exército amanhã tem que ir para o WhatsApp, a gente tem que ocupar todos os espaços, o dia inteiro, a noite inteira, até o dia 25 quando terminar as eleições. A gente vai ganhar essa guerra”, afirmou o presidente.
A convocação ocorre em um momento decisivo da disputa presidencial. A campanha de Lula concentra esforços na mobilização dos eleitores e na busca de votos que possam garantir uma virada nas urnas diante de Flávio Bolsonaro (PL).
A transmissão organizada por Janones contou com participações do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), do humorista Marcelo Adnet, do governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
O objetivo da iniciativa é manter a mobilização digital até as 23h deste sábado, aproveitando as últimas horas de campanha para ampliar o alcance das mensagens e incentivar a participação dos eleitores no segundo turno.
Lula encerra campanha com atos no Rio e em São Paulo
Além da mobilização nas plataformas digitais, Lula cumpre neste sábado uma agenda de manifestações presenciais em duas das principais cidades do país.
Pela manhã, o presidente participa de um ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. À tarde, segue para São Paulo, onde está previsto o encerramento de sua campanha em uma manifestação na Avenida Paulista.
A combinação de atividades nas ruas e nas redes sociais marca a estratégia adotada pela campanha petista para a véspera da votação, com o objetivo de transformar a mobilização dos apoiadores em comparecimento às urnas.
No domingo (25), Lula deverá votar pela manhã em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde construiu sua trajetória política e sindical. Depois, retornará à capital de São Paulo para acompanhar a apuração dos votos em um hotel.
O resultado do segundo turno definirá se Lula conquistará um novo mandato presidencial ou se Flávio Bolsonaro assumirá a Presidência da República.



