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Moraes estaria com sede de vingança e preparando resposta dura contra “fonte” das denúncias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estaria reagindo com forte indignação às denúncias publicadas por O Globo e repercutidas em outros veículos, como o Estado de S. Paulo, sobre seus supostos contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e, sobretudo, sobre a relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua família. Segundo fontes próximas ao gabinete do ministro, Moraes estaria com “sede de vingança” e prepararia uma resposta rápida e direta contra um banqueiro que ele enxergaria como a origem dos relatos e vazamentos que alimentaram as reportagens.

De acordo com esses interlocutores, o que mais teria irritado o ministro não seria apenas a narrativa de que ele teria pressionado o Banco Central — versão que ele nega —, mas o fato de as publicações terem atingido sua esposa, Viviane Barci, e seus três filhos, sócios do escritório contratado pelo Banco Master por R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos, o que totalizaria cerca de R$ 129 milhões. Esse valor e a estrutura do contrato foram relatados por diferentes veículos nas últimas semanas. 

Ainda segundo as mesmas fontes, Moraes consideraria que a exposição pública de Viviane e dos filhos teria ultrapassado qualquer limite, transformando-se num ataque pessoal e familiar, com claro objetivo de constranger e desgastar sua atuação institucional. A reação do ministro, afirmam, seria marcada pela convicção de que há um movimento articulado para desmoralizar o Supremo Tribunal Federal.

Nota oficial: Moraes nega ligações, nega pressão e nega atuação do escritório na operação

O ministro já reagiu publicamente por meio de uma Nota à Imprensa, na qual afirma que realizou apenas duas reuniões com o presidente do Banco Central — ambas em seu gabinete — para tratar exclusivamente dos efeitos da Lei Magnitsky, utilizada pelos Estados Unidos como instrumento de sanções econômicas. Na nota, Moraes sustenta que “em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master”.

O ministro vai além e nega de forma taxativa a existência de telefonemas: “inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”. Também afirma que jamais esteve no Banco Central e que o escritório de sua esposa não atuou na operação perante a instituição.

Originalmente publicado em Brasil247

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