
A líder de extrema-direita Beatrix von Storch — neta de Lutz Schwerin von Krosigk, ex-ministro das Finanças de Adolf Hitler — perdeu sua cadeira no parlamento alemão nas eleições deste domingo (23) para Ines Schwerdtner, líder do partido A Esquerda (Die Linke). A derrota de Beatrix, uma das principais figuras do partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), ocorreu no distrito eleitoral de Berlin-Lichtenberg, onde Schwerdtner conquistou 34% dos votos.
Beatrix, de 53 anos, ficou conhecida no Brasil após se reunir com Jair Bolsonaro em 2021, quando ele ainda era presidente. Na época, a alemã defendeu a necessidade de os conservadores se “conectarem internacionalmente” contra a esquerda. “Para enfrentar com êxito a esquerda, os conservadores também precisam se conectar melhor internacionalmente”, disse ela.
Durante sua visita ao Brasil, Beatrix postou fotos ao lado de Bolsonaro nas redes sociais, descrevendo-o como “humilde, amável e bem-humorado no trato pessoal”. Os dois posaram até para uma “selfie”, publicada no Instagram da ex-deputada.

A visita de Beatrix ao Brasil gerou polêmica, especialmente após seu encontro com a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), considerado o articulador internacional do pai com figuras da direita global, como Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump.
O Museu do Holocausto emitiu uma nota expressando preocupação com a amizade entre Beatrix e políticos brasileiros, afirmando que “é evidente a preocupação e a inquietude que esta aproximação entre tal figura parlamentar brasileira e Beatrix von Storch representam para os esforços de construção de uma memória coletiva do Holocausto no Brasil e para nossa própria democracia”.
Beatrix von Storch é uma das principais expoentes do AfD, partido nacionalista-conservador que surgiu em 2013 e rapidamente adotou bandeiras contra a migração e o Islã. A sigla, que teve um resultado abaixo das expectativas na Alemanha, no domingo, construiu seu sucesso com posturas abertamente racistas e xenófobas.

Alexander Gauland, co-presidente do AfD, já foi criticado por declarar que os alemães deveriam ter “orgulho” de seus soldados em ambas as guerras mundiais.
Em 2017, a conta de Beatrix no X (ex-Twitter) foi suspensa após ela questionar a decisão do Departamento de Polícia de Colônia de postar saudações de fim de ano em árabe. “O que diabos há de errado com este país? Por que a página oficial da polícia tuíta em árabe? Eles estão tentando pacificar as hordas de homens bárbaros, muçulmanos e estupradores?”, escreveu.
Em 2016, a alemã defendeu que a polícia do país abrisse fogo contra imigrantes, incluindo mulheres e crianças, que tentassem entrar ilegalmente na Alemanha, algo que a então chanceler Angela Merkel classificou como “absurdo”.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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