Itaipu e sua missão: desenvolvimento socioambiental para quem mais precisa, por Enio Verri

A Itaipu seguirá firme em sua missão de transformar energia em desenvolvimento, com responsabilidade, transparência e impacto real, defende Enio Verri

A Itaipu prioriza projetos voltados para o futuro da população brasileira

Nos últimos dias, a Itaipu Binacional foi alvo de uma matéria enviesada que tenta reduzir nossa missão a uma mera planilha de números, desconectada da realidade e do impacto transformador que nossos investimentos têm na vida de milhares de pessoas. Precisamos esclarecer um ponto fundamental: a Itaipu não é apenas uma geradora de energia, é também uma agente de desenvolvimento regional, uma instituição que historicamente investe na sustentabilidade e na melhoria das condições de vida das comunidades que a cercam.

Há aqueles que sugerem, equivocadamente, que os investimentos socioambientais da Itaipu impactam diretamente na tarifa de energia paga pelos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa informação é errada. A tarifa é definida por critérios técnicos e acordos internacionais, sem relação com nossos investimentos em desenvolvimento social. Nossa missão é clara: produzir energia com responsabilidade socioambiental, garantindo que o desenvolvimento não seja privilégio de poucos, mas uma realidade compartilhada por todos.

Desde sua criação, a Itaipu se comprometeu com o meio ambiente e com as populações que vivem em sua área de influência. O primeiro convênio assinado por Itaipu foi em 1974, com a Universidade Federal do Paraná e o Governo do Estado do Paraná, para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano do Município de Foz do Iguaçu. Foi através dos convênios que revitalizamos matas ciliares, promovemos a conservação da biodiversidade e incentivamos soluções sustentáveis para a produção de energia, como o biogás, que tem mudado a vida de pequenos produtores rurais.

Nosso compromisso vai muito além de um discurso. Hoje, a Itaipu está investindo em todos os 434 municípios do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul, em parceria com as Prefeituras, levando melhorias estruturais, ambientais e sociais para milhões de brasileiros. E não vamos parar. Independentemente das críticas infundadas, seguimos firmes na certeza de que o progresso precisa chegar a quem mais precisa.

O programa de biogás, por exemplo, é um dos muitos exemplos de como Itaipu alia tecnologia, inovação e inclusão social. Pequenos produtores, antes limitados por dificuldades energéticas e altos custos de produção, agora transformam dejetos animais em energia, gerando renda e reduzindo impactos ambientais. Isso não é assistencialismo, é desenvolvimento sustentável na prática.

Outra iniciativa exemplar é o apoio da Itaipu aos catadores de materiais recicláveis de mais de 50 municípios, incluindo Santa Terezinha de Itaipu. O investimento em infraestrutura, capacitação e organização dessas cooperativas permitiu que trabalhadores antes marginalizados se tornassem protagonistas de uma economia circular que agora está sendo expandida para 170 cidades do Paraná e do Mato Grosso do Sul. O impacto vai muito além da reciclagem: está na dignidade, na geração de renda, na oportunidade de um futuro melhor para essas famílias.

E o que dizer das favelas? Para alguns, essas comunidades são apenas um número em um censo. Para a Itaipu, são territórios repletos de talento, esperança e potencial de transformação. O projeto Bio Favela – Cufa e Itaipu pela Vida na Favela é uma prova disso. Levar esporte, cultura e qualificação profissional para essas regiões é investir no futuro, criar caminhos de inclusão e promover oportunidades para jovens que, de outra forma, poderiam ser esquecidos pelo poder público e pela sociedade.

Críticas sempre são bem-vindas quando construtivas. No entanto, aqueles que atacam os investimentos socioambientais da Itaipu ignoram um fato fundamental: nosso compromisso é com as pessoas, especialmente aquelas que, muitas vezes, são invisíveis para alguns, mas que para nós, são a chave para um futuro mais justo e sustentável. Ribeirinhos, pequenos agricultores, catadores de recicláveis, moradores de favelas, entre tantos outros – são pessoas importantes para a economia do Brasil e que precisam estar presentes nos projetos de desenvolvimento nacional.

A Itaipu seguirá firme em sua missão de transformar energia em desenvolvimento, com responsabilidade, transparência e impacto real. Nossos investimentos continuarão a gerar mudanças positivas, independentemente das narrativas que tentem reduzir essa história a meros números. Porque, para nós, cada projeto representa muito mais que um convênio: é um futuro melhor para quem mais precisa.

Enio Verri é diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional

Com informações do PT Org

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