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Lula entrega 2.215 casas e amplia acesso ao Minha Casa, Minha Vida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou, nesta terça-feira (24), 2.215 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e, na mesma data, o Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação das faixas de renda do programa. As duas medidas combinadas ampliam o acesso à moradia popular e reduzem os juros para milhares de famílias brasileiras.

A entrega ocorreu de forma simultânea no Palácio do Planalto e em quatro municípios — Santarém (PA), Dias d’Ávila (BA), Rio Largo (AL) e São Brás (AL) — beneficiando mais de 8,8 mil pessoas. Ao mesmo tempo, a decisão do FGTS eleva os limites de renda e amplia o alcance do programa para trabalhadores e setores da classe média.

Entrega simultânea reforça retomada do programa

A maior entrega ocorreu em Santarém, no Pará, com 1.408 apartamentos e investimento federal de R$ 116,3 milhões. Em Dias d’Ávila (BA), foram 148 unidades (R$ 21,83 milhões); em Rio Largo (AL), 609 casas (R$ 64,5 milhões); e em São Brás (AL), 50 unidades (R$ 3,75 milhões).

O ministro das Cidades, Jader Filho, participou presencialmente do evento no Pará, enquanto Lula esteve no Planalto ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.

Durante o evento, Lula reforçou o significado social da política habitacional. “Não há nada mais sagrado para um homem e uma mulher do que ter sua própria casa”, afirmou. O presidente também destacou o esforço para acelerar as entregas, mesmo diante da saída de ministros que disputarão eleições. “Quero ver se eu consigo entregar o máximo de casas”, disse.

Política pública que gera emprego e movimenta o país

Criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula, o Minha Casa, Minha Vida foi relançado em 2023 após um período de descontinuidade. O programa oferece subsídios e juros reduzidos para facilitar o acesso à moradia, tanto em áreas urbanas quanto rurais, como estratégia de enfrentamento ao déficit habitacional.

Além do impacto social direto, o programa também impulsiona a economia. O setor da construção civil, fortemente estimulado pelo MCMV, representa hoje cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gera empregos em praticamente todos os municípios.

Rui Costa destacou esse papel estruturante. “Esse programa, além de cuidar de gente, gera emprego nas cidades. Quase todos os municípios brasileiros têm, pelo menos, 20 casas, 50 casas do Minha Casa, Minha Vida”, afirmou. Segundo ele, o governo deve encerrar o mandato com 3 milhões de moradias contratadas, superando a meta inicial de 2 milhões.

Ampliação das faixas: mais trabalhadores dentro do programa

Como desdobramento direto das entregas, o Conselho Curador do FGTS ainda aprovou o aumento dos limites de renda de todas as faixas do programa, além da ampliação do valor máximo dos imóveis nas faixas 3 e 4.

Com a decisão, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200 mensais — um reajuste de 12%, necessário diante do aumento do salário mínimo para R$ 1.621. Já a Faixa 2 sobe para R$ 5 mil; a Faixa 3, para R$ 9.600; e a Faixa 4, voltada à classe média, passa a ser de R$ 13 mil.

Na prática, isso significa ampliar o acesso ao programa para quem estava sendo excluído pelo aumento da renda nominal, sem melhoria real nas condições de vida.

O impacto é imediato: cerca de 87,5 mil famílias terão acesso a juros mais baixos; 31,3 mil serão incluídas na Faixa 3; e outras 8,2 mil famílias da classe média passam a poder financiar a casa própria pelo MCMV.

Um exemplo concreto mostra o efeito da medida: uma família de Belém com renda mensal de R$ 4.900, que antes estava na Faixa 3, passa agora para a Faixa 2. Com isso, a taxa de juros cai de 7,66% para 6,5%, e o valor máximo de financiamento sobe de R$ 178 mil para R$ 202 mil.

Para o ministro das Cidades, Jader Filho, a mudança amplia o alcance social do programa. “É a possibilidade de mais famílias terem acesso ao sonho da casa própria”, afirmou.

Ano eleitoral e continuidade das entregas

As medidas ocorrem em um contexto político relevante: 2026 é ano eleitoral, e parte do primeiro escalão deixará os cargos até abril para disputar eleições. Mesmo assim, Lula indicou que a prioridade é acelerar entregas e consolidar o programa como uma das marcas do governo.

Após ter sido praticamente paralisado no período anterior, o Minha Casa, Minha Vida volta a ocupar papel central na política pública de habitação, combinando subsídio, crédito e geração de emprego.

O governo também prepara novos passos: está previsto para maio o lançamento do Minha Casa, Minha Vida Classe Média, voltado a famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, com meta de atender 120 mil famílias até 2026.

Ao combinar entrega imediata de moradias com ampliação estrutural do acesso ao crédito, o governo reforça uma estratégia clara: transformar o direito à casa própria em política de massa. Como sintetizou Lula, o objetivo é simples e ambicioso — “o dia em que nenhum brasileiro ficará sem moradia”.

Com informações do Vermelho

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