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Estelionato cresce 54% no DF; especialista ensina como evitar o golpe

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A pesquisa é relacionada a crimes praticados pela internet, e estelionato indicou a porcentagem mais alta

O Distrito Federal apresentou um crescimento de 54% no crime de estelionato, com 32.995 denúncias registradas nos três primeiros meses do ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Os dados foram compilados pela Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI), da Polícia Civil do Distrito Federal CDF, em 8 de março de 2026. A pesquisa é relacionada a crimes praticados pela internet. Entre as modalidades, o estelionato indicou a porcentagem mais alta.

A advogada criminalista Izabela Jamar explica que para evitar ser vítima de estelionato é crucial ficar atento a promoções com urgência excessiva, com anúncios e mensagens do tipo “é agora ou perde a oportunidade”, ou “preciso que transfira agora”.

A especialista também diz que, muitas vezes, os golpistas podem apelar para o emocional, clonando o número de telefone de parentes com a intenção de se passar por eles e pedir dinheiro. Nesse caso, o é aconselhado ligar e confirmar diretamente com a pessoa. Contatos avulsos que aparecem dizendo que a vítima ganhou um prêmio no qual nem estava participando, ou recebendo uma cobrança desconhecida, também são indicativos fortes de prática golpista.

“É importante desconfiar de links desconhecidos, perfis recém-criados, erros de português e pedidos de pagamento fora dos canais oficiais, especialmente via Pix ou transferência direta. Nunca compartilhar códigos de verificação ou senhas”.

E se eu já tiver caído no golpe? Nesse caso, a especialista conta que é fundamental agir rapidamente, comunicar ao banco, registrar o Boletim de Ocorrência e guardar as provas do crime, como conversas, e-mails e registros, além de fazer capturas de telas completas, com data e hora visíveis, ter comprovantes de transferência e dados bancários em mãos.

Após isso também é recomendado trocar senhas das instituições bancárias e ativar a autenticação em dois fatores, “Quanto mais rápida for a reação, maiores são as chances de bloquear valores e identificar os responsáveis”.

A PCDF atua cada vez mais para identificar e combater perfis fakes usados por criminosos, como os criados em países estrangeiros. “A perícia usa rastreamento digital de múltiplos dados técnicos, como endereços, metadados de dispositivos, padrões de comportamento digital, horários de acesso e cruzamento de informações com plataformas digitais”, explica.

É de conhecimento geral que, com o surgimento e aprimoramento da Inteligência Artificial (IA), os estelionatários usam a tecnologia como ferramenta poderosa na hora da prática criminosa. Os chamados ‘deepfakes’ imitam o rosto e até a voz de qualquer pessoa e podem ser um prato cheio para atrair vítimas. As autoridades brasileiras já reconhecem os ‘deepfakes’ como forte ameaça, se enquadrando em crimes além do estelionato, como falsidade ideológica, crimes contra a honra e associação criminosa.

Se a pessoa parece muito robótica, com expressões frias, ou se a fala não está sincronizada com o movimento dos lábios, é um forte indício de que o vídeo foi feito com IA.

E no caso de vazamento de dados? A vítima tem direito a reparação ou indenização, desde que comprove prejuízo, fraude ou uso indevido de dados. “No entanto, há decisões reconhecendo dano moral presumido, especialmente quando o vazamento envolve dados sensíveis. Cada caso precisa ser analisado individualmente”.

As empresas também devem seguir protocolos de segurança; controle de acesso e criptografia de dados; treinamento de funcionários para evitar falhas; e plano de resposta a incidentes, para que não sejam acusadas de negligência em caso de vazamento de dados de clientes. A advogada afirma que a transparência e a adoção de boas práticas são fundamentais para reduzir riscos jurídicos e preservar a confiança dos clientes.

Com informações do portal Metrópoles

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