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Apesar de acordo, caminhoneiros mantêm greve pelo Brasil

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Brazilian truck drivers hold a banner reading "strike" as they block the Regis Bittencourt road, 30 kilometres from Sao Paulo, during the fourth day of strike to protest rising fuel costs in Brazil, on May 24, 2018. / AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL
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Caminhoneiros seguram uma faixa com “greve” ao bloquearem a estrada Régis Bittencourt, a 30 quilômetros de São Paulo, durante o quarto dia de greve para protestar contra o aumento do custo do combustível no Brasil (Crédito: AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL)

Apesar do acordo anunciado ontem (24) pelo governo brasileiro com os caminhoneiros, os motoristas mantêm nesta sexta-feira a greve geral, que entra em seu quinto dia. Pelo acordo, os caminhoneiros deveriam voltar ao trabalho progressivamente e manter uma trégua de 15 dias, a fim de evitar uma crise de desabastecimento pelo Brasil. Em diversas cidades, há falta de alimentos e combustíveis, problemas em aeroportos e ônibus devido ao desabastecimento, e até frotas policiais estão sendo reduzidas.

Sem caminhões para entregas, vários setores comerciais e profissionais, inclusive o hospitalar, também estão sem suprimentos e cirurgias foram canceladas.

O protesto é contra o aumento do preço do diesel, após o produto sofrer 11 reajustes em 17 dias. Como o preço do petróleo subiu, a Petrobras repassou as flutuações nas cotações internacionais às refinarias. Mas, na quarta-feira, o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que reduziria o preço do diesel em 10% por 30 dias. O governo também prometeu abrir mão de impostos, como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide 1% sobre o combustível, para baratear o preço final. A desoneração implicará em perdas bilionárias aos cofres públicos.

O governo tinha aceitado 12 propostas exigidas pela categoria, mas se negou a acatar a principal reivindicação: a isenção do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

Mesmo com o acordo, apenas parte dos caminhoneiros aceitou encerrar a greve. O texto foi assinado por algumas entidades representativas, incluindo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). Outros grupos, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), rejeitaram. Além disso, motoristas de van escolares começaram hoje a fazer bloqueios em ruas e rodovias das capitais para exigir também uma redução no valor da gasolina, que em alguns postos chegou a ser comercializada a R$9 o litro. (ANSA)

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