Melhora socioeconômica reduz população nas classes D e E

Levantamento da consultoria 4Intelligence mostra que as classes D e E diminuíram no Brasil com a melhora no cenário econômico-social nos últimos anos.

O estudo revela que as classes D e E chegaram ao menor nível em 2025 e agora correspondem a 19,4% da população brasileira. Isso equivale a cerca de 41 milhões de pessoas que vivem em domicílios com renda de até R$ 760 por pessoa.

A série histórica do estudo analisa dados desde 2012, quando as classes D e E, as mais humildes da sociedade, representavam 31,6%. Essas classes chegaram a ser 34% da sociedade durante a pandemia de covid-19, em 2021.

A diminuição das classes D e E reflete a ascensão social propiciada desde 2023 pelo governo Lula.

Ao Valor, o economista Bruno Imaizumi, líder do estudo, indica que o resultado é motivado pela melhora do mercado de trabalho e programas de transferência de renda. Nesse sentido, destacam-se os menores índices de desemprego da história e o aperfeiçoamento do Bolsa Família, chegando a quem mais precisa.

No entanto, o pesquisador pondera que as famílias que ascenderam ainda dependem de que este bom cenário permaneça para se manterem nas classes acima, pois as reservas que fizeram ainda não são suficientes. Isso demonstra que, apesar do quadro favorável, as vulnerabilidades financeiras ainda demandam atenção.

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A classe A, por sua vez, passou de 2,7% em 2012 para 3,8% em 2025 (mais de 8 milhões de pessoas). Ela representa brasileiros que vivem em domicílios com renda pessoal acima de R$ 7.989.

Já as classes B1 (13,9 milhões de pessoas) e B2 (30,2 milhões) correspondem a 20,8% da população, sendo que a primeira tem renda per capita até R$ 7.989 e a segunda até R$ 5.123.

Com a mobilidade das classes D e E, a classe C cresceu e alcança 56% dos brasileiros, somando as classes C1, com rendimento até R$ 2.825 (43,8 milhões de pessoas), e C2, com rendimento até R$ 1.852 (75,3 milhões de pessoas).

Apesar da diminuição das pessoas nas classes mais baixas (D e E), a diferença de renda média ainda chama a atenção para o nível de desigualdade que ainda persiste. Conforme a consultoria, o rendimento domiciliar per capita médio das classes D e E ficou apenas em R$ 453. No entanto, a classe A tem uma renda média por pessoa de R$ 14.214, quase 31 vezes maior em relação aos mais pobres.

*Com informações do Brasil de Fato

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