Ceilândia em Alerta — O Canil do Senado Federal funciona sem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), segundo confirmou o presidente da entidade, Rodrigo Montesuma, ao Correio Braziliense. A informação foi divulgada após a morte da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, que foi atacada por um cachorro no canil da Casa na terça-feira (18). Ela permaneceu internada em estado grave no Hospital de Base e morreu no sábado (22).
De acordo com o Conselho, o registro é obrigatório para empresas públicas e privadas que tenham como atividade principal ou terceirizada serviços relacionados à medicina veterinária ou à zootecnia. Para estabelecimentos que não desenvolvem atividades diretamente ligadas a essas áreas, como pet shops, o cadastro é opcional.
Em nota, o Senado Federal informou que o ataque ocorrido em 18 de agosto está sendo investigado por meio de procedimento próprio, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do caso.
A instituição afirmou que, enquanto as investigações estiverem em andamento e sujeitas às restrições legais de acesso aos autos, informações sobre o conteúdo do procedimento e eventuais diligências não poderão ser divulgadas.
Segundo o Senado, após a conclusão das investigações, os resultados serão encaminhados ao Ministério Público. A Casa também reafirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração.
Ataque
O ataque contra Vitória ocorreu na terça-feira (18), quando a profissional foi mordida no pescoço por um cão da raça pastor-belga-malinois. A agressão provocou ferimentos graves e uma parada cardiorrespiratória.
Após ser atacada, a veterinária permaneceu por alguns minutos sozinha no local, ferida e sangrando. Ela foi encontrada por um policial legislativo, que prestou os primeiros socorros e acionou uma ambulância.
Vitória foi levada ao Hospital de Base e encaminhada ao centro cirúrgico, onde passou por uma cirurgia. O estado de saúde era considerado gravíssimo.
Apesar do atendimento médico, a veterinária não resistiu aos ferimentos e morreu no sábado (22).
O cachorro envolvido no ataque integra o Serviço de Cinotecnia do Senado, setor responsável pelo treinamento e emprego de cães especializados em atividades da Polícia Legislativa.
Atualmente, o Senado Federal possui quatro cães adultos, preparados principalmente para operações de detecção e apoio às equipes de segurança.
Fonte: Correio Braziliense.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



