O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu de forma irritada durante uma entrevista ao ser questionado por uma jornalista sobre acusações de pedofilia presentes em manifesto atribuído ao atirador que pretendeu invadir o recinto em que se realizava o evento dos correspondentes de imprensa, em Washington na noite do sábado (25).
A pergunta, feita durante conversa com a rede CBS, gerou uma resposta dura e elevou o tom do diálogo.Segundo reportagem do G1, a entrevistadora leu um trecho do texto que afirmava: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes”. Diante disso, Trump criticou a abordagem da jornalista e respondeu de forma irritado: “Eu estava esperando você ler isso, porque eu sabia que você leria, porque vocês são pessoas horríveis, pessoas horríveis.”
O presidente confirmou que o conteúdo já circulava na internet ao longo do dia. “Sim, ele escreveu isso”, disse. Em seguida, negou categoricamente as acusações mencionadas no documento: “Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo.”
Durante a entrevista, Trump voltou a se defender e questionou a associação feita ao seu nome. “Com licença. Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado”, afirmou. Ele também fez referência indireta a adversários políticos: “Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas.”
Ainda segundo o G1, Trump afirmou que já esperava esse tipo de questionamento ao aceitar participar da entrevista. “Eu disse a mim mesmo, sabe, vou dar essa entrevista e eles provavelmente… eu li o manifesto, sabe, ele é uma pessoa doente”, declarou.
Conteúdo do manifesto
Ao longo do domingo (26), páginas na internet e alguns veículos passaram a divulgar o que seria uma carta escrita pelo atirador. No texto, o autor pede desculpas à família, amigos e pessoas que colocou em risco, além de afirmar: “Sou cidadão americano.”
O documento também traria uma lista de possíveis alvos, incluindo integrantes do alto escalão da Casa Branca. Segundo o conteúdo divulgado, em caso de reação, o autor cogitaria atingir agentes do Serviço Secreto e equipes de segurança.
Em outro trecho, o texto reforça as acusações e sugere disposição para violência: “Eu ainda passaria por cima da maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base na ideia de que a maior parte das pessoas escolheu assistir ao discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e portanto são cúmplices), mas eu realmente espero que não chegue a esse ponto.”
A autenticidade do manifesto segue sendo acompanhada por autoridades e pela imprensa.
Com informações do Brasil247
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