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Brasil lidera alta de investimentos militares na América do Sul em 2025

País amplia investimentos em defesa, soma R$ 119,6 bilhões e acompanha tendência global de aumento impulsionada por conflitos e tensões

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O Brasil registrou um crescimento de 13% nos gastos militares em 2025, totalizando R$ 119,6 bilhões, e se consolidou como o país que mais investe em defesa na América do Sul, segundo relatório internacional divulgado nesta segunda-feira (27). No cenário global, o avanço acompanha uma tendência de elevação contínua das despesas militares, impulsionada por conflitos e tensões geopolíticas.

De acordo com levantamento do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), o Brasil alcançou US$ 23,9 bilhões em investimentos militares no último ano, ocupando a 21ª posição no ranking global de gastos em defesa. O estudo aponta que o crescimento brasileiro ocorre em meio a um movimento mais amplo de expansão dos investimentos militares em diversas regiões do mundo.

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O relatório indica que os gastos globais com defesa atingiram US$ 2,9 trilhões em 2025, marcando o 11º ano consecutivo de alta desde o fim da Guerra Fria. Esse aumento é atribuído principalmente à intensificação de conflitos internacionais e ao aumento das tensões entre países, que têm impulsionado governos a reforçar seus orçamentos militares.

Na América do Sul, os investimentos somaram US$ 56,3 bilhões, uma elevação de 3,4% em relação ao ano anterior. Além do Brasil, a Guiana se destacou com crescimento de 16% em seus gastos, em meio a disputas territoriais com a Venezuela na região de Essequibo. Colômbia e México também aparecem entre os principais investidores da região, ocupando as posições 29 e 30 no ranking global, respectivamente.

No panorama internacional, Estados Unidos, China e Rússia concentram pouco mais da metade de todos os gastos militares do planeta, com um total combinado de US$ 1,48 trilhão. Apesar de uma redução de 7,5% nas despesas norte-americanas — atribuída, em parte, à suspensão de apoio à Ucrânia — o aumento global foi sustentado por elevações expressivas em outras regiões.

A Europa foi o principal motor desse crescimento, com aumento de 14% nos investimentos, que totalizaram US$ 864 bilhões. O cenário reflete tanto a guerra na Ucrânia quanto a pressão dos Estados Unidos para que países europeus ampliem sua participação nos gastos com defesa. Alemanha e Espanha figuram entre os destaques, com aumentos de 24% e 50%, respectivamente, sendo que os espanhóis ultrapassaram pela primeira vez desde 1994 o patamar de 2% do PIB destinado à área militar.

Na Rússia, os gastos cresceram 5,9%, alcançando US$ 190 bilhões, o equivalente a 7,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Já a Ucrânia ampliou seus investimentos em 20%, somando US$ 84,1 bilhões, o que representa cerca de 40% de toda a sua economia.

No Oriente Médio, o crescimento foi praticamente estável, com alta de apenas 0,1% e total de US$ 218 bilhões. Israel e Irã apresentaram redução nos gastos, sendo que, no caso iraniano, o recuo está associado à inflação elevada.

A região da Ásia-Oceania também registrou avanço significativo, com aumento de 8,5% nos investimentos militares, alcançando US$ 681 bilhões — o maior crescimento anual desde 2009. O movimento foi impulsionado principalmente pela China, além de reações de países vizinhos diante de percepções de ameaça na região.

O relatório destaca ainda que o chamado “ônus militar” — proporção do PIB global destinada à defesa — atingiu o nível mais elevado desde 2009, reforçando o cenário de crescente militarização em resposta às instabilidades internacionais.

Com informações do Brasil247

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