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Polícia reprime servidores durante votação da previdência no Rio

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Mesmo após serem duramente reprimidos pela polícia e impedidos de assistirem a sessão de votação da reforma da previdência no Rio de Janeiro, servidores continuaram acompanhando do lado de fora a votação do Projeto de Lei Complementar de autoria de Marcelo Crivella, aprovado no início da noite desta terça-feira (26).

Servidores, aposentados e pensionistas do município do Rio, além de sindicatos e movimentos populares, protestaram nesta terça-feira (26) no entorno da Câmara de Vereadores, na Cinelândia, contra a taxação de 11% sobre os vencimentos de aposentados e pensionistas da Prefeitura. O projeto de lei complementar (PLC) é de autoria do prefeito Marcelo Crivella.

Enquanto acompanhava o ato, a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) fez um discurso contra a mudança na taxação da previdência:

“Não podemos aceitar que a Câmara, uma casa legislativa eleita pelo povo, corte direitos dos servidores públicos municipais. Trabalhadores que atendem e que já serviram à população do Rio de Janeiro.”

“As pessoas estão morrendo nas unidades de saúde porque a maioria das unidades está entregue à iniciativa privada através das organizações sociais e é dessa forma que eles vão retirando os direitos da classe trabalhadora. O nosso compromisso é para mudar tudo que se votar nesse país contra o trabalhador. Vamos fazer referendo revogatório pra gente votar”, falou a deputada durante o ato que aconteceu em frente à Câmara de Vereadores do Rio.

Todavia, os servidores que protestavam e reivindicavam o direito garantido por lei de assistir às sessões da Casa Legislativa foram duramente reprimidos.

Na entrada lateral da Câmara, policiais militares usaram bombas e chegaram a apontar armas de fogo para as pessoas. Parlamentares de esquerda, que estiveram do lado de fora para impedir a truculência da polícia, tentaram também, em plenário, impedir que a votação seguisse adiante.

O deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) disse que a ação da polícia no bloqueio da entrada foi uma estratégia para a aprovação em segundo turno do PLC.

Já deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) disse que “não satisfeitos, enquanto as trabalhadoras e trabalhadora se manifestavam do lado de fora, na tentativa de entrar pra acompanhar a votação das galerias da Casa, a Câmara não só proibiu a entrada dos servidores, ainda colocou um plástico preto no entorno da Câmara para que ninguém acompanhasse a votação”.

No final da noite desta terça-feira (26), o projeto foi aprovado por 28 votos contra 19, sem nenhuma abstenção. O PLC segue agora para sanção do prefeito do Rio, estabelece a cobrança de alíquota previdenciária de 11% sobre aposentados e pensionistas que ganham acima de R$ 5.645, que é o teto do INSS.

Ainda de acordo com Jandira, a reforma da previdência do Rio “além de tirar os direitos dos aposentados e pensionistas, acaba com a aposentadoria dos servidores municipais”

Do Portal Vermelho

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