Colapso de geleira provocou uma violenta enxurrada de água, lama e destroços na região do Himalaia; equipes continuam procurando sobreviventes
O número de mortos após a avalanche e as inundações que atingiram áreas do Nepal e do Tibete, na China, subiu para 273 nesta quinta-feira (27). Mais de 1,3 mil pessoas permanecem desaparecidas enquanto equipes de emergência continuam as operações de busca e resgate.
De acordo com os balanços divulgados pelas autoridades, 270 mortes foram registradas no Nepal e três no lado tibetano da fronteira. Os números ainda são provisórios e podem aumentar conforme os trabalhos avançam nas regiões atingidas.
No Nepal, 823 pessoas ainda não haviam sido localizadas, incluindo 517 turistas estrangeiros. No Tibete, as autoridades contabilizavam 558 desaparecidos, dos quais 260 eram estrangeiros.
A força da enxurrada provocou destruição em diferentes localidades. Casas, veículos e estruturas de infraestrutura foram arrastados, enquanto estradas e pontes sofreram danos, dificultando a chegada das equipes de emergência às áreas mais isoladas.
Colapso de geleira provocou desastre
O desastre ocorreu após o colapso de uma geleira, que desencadeou uma grande corrente de água, gelo, rochas, lama e outros detritos pelos vales da região.
Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) identificou um sinal sísmico relacionado ao episódio. Posteriormente, porém, o órgão concluiu que o fenômeno registrado não havia sido provocado por um terremoto.
No Nepal, a enxurrada atingiu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, além do vale do Bhote Koshi, localizado a leste da capital.
A dimensão da destruição mobilizou milhares de integrantes das forças de segurança e equipes de emergência. Helicópteros estão sendo utilizados para retirar sobreviventes e feridos, além de transportar suprimentos para localidades cujo acesso terrestre foi comprometido.
Equipes também trabalham na retirada preventiva de moradores que permanecem em regiões consideradas vulneráveis a novas inundações.
Autoridades alertam para risco de nova inundação
Além das buscas pelos desaparecidos, autoridades e especialistas acompanham o risco de um novo desastre. Um bloqueio formado em um rio na região fronteiriça entre Nepal e China pode provocar outra inundação caso a água acumulada seja liberada repentinamente.
No lado tibetano, autoridades também monitoram uma área represada pela movimentação de terra, gelo e destroços.
As enchentes e os deslizamentos são recorrentes no sul da Ásia durante o período de monções, que normalmente ocorre entre junho e setembro. Especialistas também apontam que as alterações climáticas aumentam a vulnerabilidade das regiões montanhosas diante do derretimento de geleiras e de eventos extremos.
O papa Leão XIV enviou condolências ao Nepal nesta quinta-feira. Em mensagem divulgada pelo Vaticano, o pontífice lamentou as mortes e a devastação e manifestou solidariedade às famílias das vítimas e às equipes envolvidas nas operações de emergência.
Enquanto as buscas prosseguem, a prioridade das autoridades é encontrar sobreviventes, retirar moradores de áreas ameaçadas e restabelecer o acesso às comunidades isoladas pela destruição.
Fontes:: Brasil de Fato
Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
Nota de transparência: Este conteúdo foi reescrito em formato jornalístico a partir das informações publicadas pelas fontes citadas, com alteração de título, estrutura e redação. As informações foram confrontadas com cobertura complementar sobre o caso.



