Ceilândia — O colapso de uma geleira provocou uma avalanche e um grande fluxo de detritos no Nepal, próximo à fronteira com o Tibete, na quarta-feira (26). Segundo a polícia nepalesa, o número de mortos chegou a 270 nesta quinta-feira (27), enquanto outras 66 pessoas estão recebendo atendimento em hospitais.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o fenômeno inicialmente chegou a ser identificado como um terremoto de magnitude 4,4. Após novas análises de dados sísmicos e imagens de satélite, porém, a agência corrigiu a informação e concluiu que não houve terremoto.
De acordo com o USGS, o desastre foi provocado pelo colapso glacial seguido de um fluxo de detritos, que causou impactos de grandes proporções nas áreas localizadas rio abaixo.
Uma avaliação preliminar do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas (ICIMOD) indica que uma grande quantidade de gelo e pedras pode ter atingido o rio Lende Khola, afluente do Bhote Koshi.
A entrada desse material no rio teria provocado uma onda repentina, carregando água, sedimentos e grandes rochas ao longo do curso.
Centenas de turistas estão desaparecidos
O desastre também deixou centenas de pessoas desaparecidas. Segundo dados divulgados pelo Conselho de Turismo do Nepal, 644 turistas de 33 nacionalidades estão na lista de desaparecidos, com indianos e nepaleses representando a maior parte dos casos.
Entre os estrangeiros desaparecidos estão 178 indianos, 65 norte-americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses.
A área atingida fica no distrito de Rasuwa, região que recebe grande quantidade de turistas por causa das paisagens do Himalaia e das atividades de aventura. O local também abriga a passagem de Rasuwagadhi, uma das principais rotas de ligação terrestre entre China e Nepal.
A região é conhecida ainda por servir de acesso a rotas de trilha e destinos turísticos relacionados ao monte Kailash, no Tibete.
Dalai Lama lamenta tragédia
O Dalai Lama manifestou pesar pelas vítimas da avalanche e enviou condolências às famílias e às demais pessoas afetadas pelo desastre.
Em sua mensagem, ele lembrou que a região já foi atingida por outras catástrofes e defendeu a adoção de medidas para reduzir o risco de novos acontecimentos semelhantes.
O líder religioso também relacionou os desastres enfrentados na região a possíveis causas mais amplas, incluindo mudanças climáticas e outros fatores ambientais.
Fonte: Metrópoles.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



