A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República desagrega a direita que apostava no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o único adversário do campo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral deste ano.
Sem o governador no páreo, líderes da direita no Congresso já tratam como provável a pulverização de candidatos do campo na disputa eleitoral contra Lula, ou seja, uma clara resistência ao projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro em lançar o filho 01 para manter o espólio eleitoral na família.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira (17) que se encontra de saída do União Brasil para disputar a sucessão de Lula: “Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”.
Depois de lançada a pré-candidatura de Flávio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que irá manter a sua candidatura “até o final”. “O que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate”, disse.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi outro a jogar um balde de água fria no projeto do ex-presidente.
“O PSD tem uma posição muito clara. Todos sabem que se o governador Tarcísio for candidato, o PSD irá apoiar. Caso o governador não seja candidato, nós temos dois pré-candidatos no partido, dois excelentes governadores, o governador do Paraná, que é o Ratinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, disse Kassab à CNN.
O pré-candidato do PL ainda enfrenta dificuldade em viabilizar palanques eleitorais no Nordeste.
Faria Lima
No mercado financeiro o projeto do filho 01 de Bolsonaro também enfrenta resistência. Economistas da Faria Lima disseram ao site Metrópoles que nem “mesmo a indicação de Paulo Guedes para liderar o plano econômico da pré-campanha presidencial de Flávio daria viabilidade política à intenção do senador em concorrer à Presidência da República em 2026”.
“Ele pode ter melhores intenções, mas se ele não ganhar, não adianta nada. Então, o mercado vai observar a viabilidade da candidatura. O que está em jogo agora não é essa questão do programa dele, quem é que vai estar junto dele. Isso é o segundo problema”, afirma o economista-chefe de uma gestora de investimentos, em conversa reservada com o site.
Evangélicos
O pastor evangélico Silas Malafaia, fiel aliado de Bolsonaro, também manifestou desacordo com a candidatura do filho do ex-presidente. Para ele, o senador não possui “musculatura” para enfrentar Lula.
“A questão não é ter a competência para ser presidente da república, a questão é quem pode vencer essa corja que está destruindo o país. (…) Eu não tenho nada pessoal contra o Flávio, eu sou amigo deles, mas eu aprendi que a verdade tem que ser absoluta. Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar Lula”, disse em entrevista ao SBT.
Com informações do Vermelho
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