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Fábio Félix denuncia superlotação no Hospital Regional de Santa Maria

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF aponta pacientes internados nos corredores e déficit de profissionais. IgesDF afirma que aumento da demanda é provocado pela sazonalidade das doenças respiratórias

O deputado distrital Fábio Félix (PSOL) denunciou, nesta sexta-feira (27/6), a superlotação do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Durante uma fiscalização pela Comissão de Direitos Humanos na unidade, o parlamentar registrou imagens de pacientes aguardando atendimento e de pessoas internadas em macas nos corredores. Segundo ele, a situação de sobrecarga enfrentada pela rede pública de saúde motivou o encaminhamento de um relatório aos órgãos de controle.

“Encontramos trabalhadores dando o seu máximo para atender uma demanda muito grande por atendimento. Esse é o retrato do abandono do governo Ibaneis/Celina à saúde pública. Vamos produzir um relatório desta diligência, encaminhar para os órgãos de controle cobrando imediatas providências, além de continuar cobrando que o governo Celina invista em mais planejamento, fortalecimento do SUS e valorização dos servidores”, afirmou o deputado nas redes sociais.

No relatório, Fábio Félix aponta que a Clínica Médica e a Ortopedia operavam em bandeira vermelha, atendendo apenas casos de emergência, enquanto a Pediatria estava em bandeira laranja, recebendo apenas pacientes urgentes. O documento também informa que a internação do pronto-socorro adulto atingia 250% da capacidade, com 82 pacientes para apenas 26 leitos. Na Pediatria, havia 60 crianças internadas para 18 leitos disponíveis, além de internações improvisadas em diferentes áreas da emergência.

O parlamentar também destacou a falta de profissionais na unidade. De acordo com o relatório, o hospital apresenta déficit de 12 pediatras, 20 técnicos de enfermagem e 10 enfermeiros na emergência adulta. Ainda segundo o levantamento, o HRSM é a única porta de atendimento pediátrico da Região Sul do DF e cerca de 55% da demanda da especialidade é proveniente da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

Em nota enviada ao Correio, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do hospital, reconheceu o aumento da demanda por atendimentos, especialmente em razão da sazonalidade das doenças respiratórias, mas afirmou que a unidade mantém todos os atendimentos e adota medidas para garantir a continuidade da assistência.

“O cenário tem impactado a ocupação da unidade, principalmente na Pediatria, assim como ocorre em outros serviços de urgência e emergência do DF. Mesmo diante desse aumento da procura, o hospital mantém todos os atendimentos e adota medidas permanentes para preservar a segurança dos pacientes e a continuidade da assistência”, informou o instituto.

Segundo o IgesDF, o HRSM atende uma população estimada em 1,2 milhão de habitantes da Região Sul do DF e do Entorno Sul de Goiás. Entre janeiro e maio deste ano, a unidade realizou 62.894 atendimentos de urgência e emergência, um crescimento de aproximadamente 15% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 54.834 atendimentos. Do total de atendimentos neste ano, 25.456 foram destinados a pacientes de fora do DF, o equivalente a 40,47% da demanda.

O instituto informou ainda que, em momentos de maior pressão assistencial, pode ser necessária a acomodação temporária de pacientes em áreas de assistência, sempre priorizando os casos mais graves.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal ainda não havia se manifestado sobre a denúncia até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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