Estratégia busca reduzir tensão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia realizar um movimento simbólico para reduzir a tensão que tomou conta do Senado nas últimas semanas. O chefe do Executivo considera entregar pessoalmente ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a mensagem formal que comunica a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, o gesto é visto por aliados de Messias como uma tentativa de Lula de reconstruir pontes com Alcolumbre, após o Senado derrubar vetos presidenciais e sinalizar que o indicado ao STF ainda não reúne os 41 votos necessários para aprovação. “Não se trata de Lula descer um degrau, mas sim de elevar o presidente do Senado”, afirmou um aliado de Messias que acompanha as negociações nos bastidores.
Entre interlocutores próximos a Alcolumbre, a possível visita do presidente à residência oficial do Senado tem sido interpretada como um indicativo de que Lula quer retomar o diálogo com parte da Casa que preferia ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como escolhido para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
Um colaborador de Alcolumbre destacou a relevância simbólica do encontro: “Com certeza, não se recusa agenda ao presidente da República. Sobretudo se Lula pedir pra ir na residência oficial do Senado”.
A mensagem presidencial ao Senado, instrumento formal de comunicação entre Executivo e Legislativo, ainda não foi enviada pelo Palácio do Planalto. A demora provocou desconforto entre senadores e foi interpretada, no entorno de Alcolumbre, como uma possível tentativa de Lula de postergar a sabatina, marcada para o próximo dia 10.
A definição da data da sabatina faz parte de uma estratégia de Alcolumbre para limitar o tempo de articulação de Messias. O presidente do Senado concedeu apenas 15 dias para que ele buscasse apoio entre parlamentares, lideranças religiosas, integrantes do governo e ministros do próprio Supremo.
Um aliado de Alcolumbre afirmou que ele “não quer cometer o mesmo erro” da indicação de André Mendonça ao STF, em 2021. Na ocasião, a demora para agendar a sabatina permitiu que Mendonça se mobilizasse amplamente, revertendo resistências e garantindo aprovação por 47 votos — apenas seis acima do mínimo necessário.
Agora, Mendonça tem atuado a favor de Messias, especialmente entre senadores da base bolsonarista e da oposição, que classificam o indicado como “quadro ideológico do PT” e “homem de confiança do Lula e da Dilma”. Ambos são evangélicos — Messias, membro da Igreja Batista; Mendonça, pastor da Igreja Presbiteriana — fator considerado relevante no esforço para diminuir resistências dentro da Casa.
A expectativa no Senado é de que o gesto de Lula, caso se confirme, possa contribuir para reduzir o clima hostil e reposicionar a discussão em torno da indicação de Jorge Messias ao STF.
Fonte: brasil247
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