Governador evita discutir propostas e recorre a slogans vazios ao atacar o presidente Lula
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a adotar um discurso marcado por slogans simplistas e ataques genéricos ao presidente Lula durante palestra no banco suíço de investimentos UBS nesta quarta-feira (26).
Ao longo da apresentação, reportada pela Folha de S. Paulo, Tarcísio sustentou que “o Brasil está indo na direção errada” e que o país discute “há 40 anos a mesma pessoa, as mesmas ideias”, complementando que “essas ideias envelheceram ao longo do tempo e não houve a atualização”. Segundo ele, “o país está ficando para trás”.
A retórica, porém, contrastou com a ausência de qualquer formulação concreta sobre quais seriam, afinal, as propostas do próprio governador para um projeto nacional — cenário que reforça sua incapacidade de apresentar alternativas consistentes além de críticas superficiais ao presidente.
Discurso evasivo e falta de clareza sobre 2026
Mesmo apontado como principal aposta da centro-direita para as eleições presidenciais do ano que vem — especialmente após a confirmação da prisão de Jair Bolsonaro pelo STF —, Tarcísio insistiu na versão de que buscará apenas a reeleição em São Paulo.
Ainda assim, ao ser perguntado de forma indireta se poderia “fazer pelo Brasil” o que estaria fazendo pelo estado, o governador deixou a porta entreaberta, optando por declarações vagas em vez de assumir ou negar com clareza qualquer pretensão nacional.
“Eu quero fazer parte de um time, não importa a posição que eu vou jogar. Isso é o mais importante. Eu não preciso necessariamente ser um protagonista. Eu quero ajudar, contribuir”, afirmou, evitando se comprometer.
Na sequência, recorreu novamente ao discurso antipetista, afirmando: “O que eu quero deixar para os meus filhos, para os meus netos? Eu não quero deixar esse país que está aí, esse país do PT. E eu acho que ninguém quer. O Brasil é muito maior do que isso. O Brasil pode muito mais do que isso. E a gente pode sim colaborar. Então, a gente precisa colaborar neste projeto”.
Slogans, ressentimento e ausência de conteúdo
Ao longo da palestra, Tarcísio voltou a acenar à direita, dizendo que esse campo político apresentaria um suposto plano de desenvolvimento baseado em “desburocratização”, “desindexação” e “desvinculação”.
Contudo, mais uma vez, nenhum detalhamento foi oferecido — nenhum estudo, nenhuma diretriz, nenhum cálculo, nada que sugerisse um projeto real para o País além de palavras soltas e chavões econômicos recorrentes.
“Esse projeto vai ser vencedor no ano que vem, não tenha dúvida, nós vamos livrar o Brasil do PT”, afirmou, apostando novamente no antagonismo como substituto de conteúdo.
Tentativa de se distanciar do golpe e defesa de anistia a Bolsonaro
Na terça-feira (25), um dia antes da palestra no UBS, Tarcísio havia concedido entrevista no Palácio dos Bandeirantes após o STF confirmar a prisão de Bolsonaro por liderar a tentativa de golpe.
Na ocasião, o governador disse estar “fora do bolo” de possíveis candidatos à Presidência e declarou que falaria “com todo mundo” para transformar a prisão em domiciliar, além de defender a votação de uma lei de anistia ao ex-presidente.
A movimentação evidencia a contradição central de seu discurso: enquanto tenta se apresentar como figura moderada e técnica, Tarcísio segue preso ao legado político de Bolsonaro e a uma retórica antipetista que substitui propostas por slogans — um sintoma claro da pobreza programática que domina o governo paulista.
Fonte: brasil247
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