A política de combate à fome do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem servido de referência para todos os países da América latina. A avaliação é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU).
O representante da FAO para América Latina e Caribe, Rene Orellana, diz que as ações integradas adotadas pelo país fortalecem a segurança alimentar e inspiram países da região.
O conjunto de medidas envolve políticas públicas como o fortalecimento do Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Para Orellana, essas duas ações combinadas com o apoio à agricultura familiar, à qualificação profissional, ao acesso a tecnologias e à ampliação do crédito para pequenos e médios produtores, foram decisivas para que o Brasil deixasse, pela segunda vez, o Mapa da Fome.
“O conjunto de políticas implementadas nos últimos anos tem fortalecido, de forma consistente, a segurança alimentar no Brasil. São políticas integrais e holísticas, que estimulam o consumo, fortalecem o mercado e valorizam os produtores, promovendo alianças entre grandes, médios e pequenos, algo essencial para a complementaridade do sistema”, afirma o representante da FAO.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Osmar Dias, lembra que o Brasil é referência no mundo nas políticas de combate à fome há vários anos.
“O próprio programa Bolsa Família é reproduzido em mais de 80 países. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil faz parte deste reconhecimento. Mas é preciso lutar permanentemente pela continuidade das políticas, pois elas são sempre atacadas. Como aconteceu nos governos Temer e Bolsonaro”, adverte Osmar.
Governança
Segundo a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do ministério, Valéria Burity, o diferencial do Brasil está na governança.
“Temos um Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) que articula 24 ministérios por meio da Câmara Interministerial, com participação social assegurada pelo Consea, vinculado à Presidência da República, além de forte articulação interfederativa. Essa arquitetura se traduz em planos integrados, como os Planos Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional”, explica.
A secretária acrescenta que, em 2023, o Sisan adotou também o Plano Brasil Sem Fome, que reuniu proteção social e políticas de produção e consumo de alimentos adequados e saudáveis. “A meta inicial deste plano, alcançada com êxito, era a retirada do Brasil do Mapa da Fome”, disse.
Com informações do Vermelho
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