Éden Valadares diz que Banco Master cresceu no governo Bolsonaro e cobra explicações de Flávio sobre relação com Daniel Vorcaro
O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é quem deve prestar explicações sobre sua relação com o Banco Master e com o banqueiro Daniel Vorcaro, especialmente após a revelação de um áudio envolvendo pedido de empréstimo milionário. Em entrevista à Jovem Pan na segunda-feira (29), Valadares disse que o presidente Lula (PT) não tem ligação com o caso e que as investigações avançaram no atual governo, com autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público.
O dirigente petista sustentou que o Banco Master ampliou sua atuação durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), período em que passou a operar com empréstimos a servidores públicos federais e a expandir sua presença em diferentes estados. Segundo Valadares, foi somente no governo Lula que as autoridades competentes passaram a investigar com independência as suspeitas envolvendo a instituição financeira.
“O presidente Lula está muito à vontade para falar sobre o Banco Master, porque ele verdadeiramente não tem nada a ver com esse escândalo. Ao contrário, o esquema do Master foi autorizado a funcionar no governo Bolsonaro, passou a fazer empréstimos aos servidores públicos federais no governo Bolsonaro, sua atuação no Congresso Nacional e tudo isso que está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal se desenvolveu no governo Bolsonaro. E no governo Lula, nós botamos para investigar. No governo do presidente Lula, a Polícia Federal tem autonomia, o Ministério Público tem autonomia e independência para investigar. Então, o banco Master nasce no governo Bolsonaro, mas é investigado e o banqueiro é preso no governo do presidente Lula”, afirmou Éden Valadares.
A declaração ocorre em meio à repercussão das apurações sobre o Banco Master e seus vínculos políticos com o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado. Para Valadares, não há equivalência entre as citações feitas a diferentes atores políticos e a situação de Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, deve explicar o pedido de recursos ao dono do banco.
O secretário do PT também afirmou que Lula não aparece como suspeito nas investigações e não foi citado em gravações ou pedidos relacionados a Daniel Vorcaro. Valadares buscou diferenciar o presidente dos personagens diretamente mencionados no caso e cobrou respostas do filho de Jair Bolsonaro.
“Agora o que não vai encontrar equivalência mesmo é o seguinte: não tem áudio do presidente Lula pedindo dinheiro a Vorcaro, recebendo dinheiro de Vorcaro ou indicando seu irmão nos EUA para receber. Então não há equivalência, não há comparação. O presidente Lula não tem relação com o banco Master. E quem tem que se explicar é Flávio. Aliás, cadê o contrato, para onde foi esse dinheiro, onde foi gasto, se foi no filme mesmo e cadê o filme é o filho de Bolsonaro, pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que tem de explicar”, completou.



