O comércio varejista concentra três em cada quatro empregos do setor no Distrito Federal, mas a remuneração média dos trabalhadores está entre as menores da região Centro-Oeste. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo informações do Correio Braziliense.
De acordo com o levantamento, o comércio do Distrito Federal emprega 164,6 mil pessoas distribuídas em 24,9 mil estabelecimentos. Desse total, cerca de 164,1 mil trabalhadores atuam no varejo, segmento que também reúne a maior parte das empresas do setor.
A pesquisa aponta que a folha de pagamento do comércio alcançou R$ 5,1 bilhões em salários e outras remunerações ao longo de 2024. Apesar do volume, o salário médio ficou em 1,7 salário mínimo por trabalhador, o equivalente atualmente a R$ 2.755. O resultado coloca o Distrito Federal, ao lado de Goiás, entre as menores médias salariais do comércio na região Centro-Oeste.
Entre os estados da região, Mato Grosso apresentou a maior remuneração média do setor, com 2,1 salários mínimos, seguido por Mato Grosso do Sul, com média de 1,8 salário mínimo.
Ainda segundo a PAC, as empresas comerciais do DF registraram receita bruta de R$ 132,2 bilhões em 2024. O comércio varejista liderou o faturamento, com R$ 56,7 bilhões, seguido pelo atacado, que movimentou R$ 56 bilhões. Já o comércio de veículos automotores, peças e motocicletas respondeu por R$ 19,5 bilhões.
A margem de comercialização das empresas do setor chegou a R$ 26,7 bilhões, sendo 58,8% desse total gerado pelo varejo. Apesar do desempenho, o Distrito Federal respondeu por 14,2% da receita bruta de revenda do Centro-Oeste, a menor participação entre as unidades da Federação da região.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a baixa remuneração representa um desafio estrutural para o setor. Segundo ele, a valorização dos salários depende do aumento da produtividade, da qualificação profissional, da inovação, do fortalecimento das empresas e de negociações coletivas equilibradas.
José Aparecido também afirmou que fatores como juros elevados, carga tributária, encargos sobre a folha de pagamento, burocracia, insegurança jurídica e baixa produtividade limitam a capacidade de investimento das empresas e dificultam a ampliação dos salários. Segundo ele, empresas mais competitivas e financeiramente saudáveis têm melhores condições de gerar empregos, investir na capacitação dos trabalhadores e oferecer remunerações mais elevadas.
*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



