Ceilândia em Alerta — O Brasil criou 1.134.033 empregos formais entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa crescimento de 2,41% no estoque de empregos formais no período e ocorre durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais informações sobre emprego e renda mostram a evolução do mercado de trabalho no país.
Somente em agosto, foram registrados 165.827 novos postos com carteira assinada, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Com o resultado, o estoque de empregos formais chegou a 48.244.696 vínculos.
Os dados apontam crescimento em diferentes setores da economia e nas diversas regiões do país. O desempenho do mercado de trabalho também inclui informações sobre faixa etária, escolaridade e remuneração.
Serviços concentram maior número de vagas
O setor de Serviços foi responsável pelo maior saldo de empregos entre janeiro e agosto, com 697.859 novas vagas, crescimento de 3,05%.
A Construção aparece em seguida, com 200.431 novos postos e expansão de 6,79%. O setor está entre os segmentos que apresentaram crescimento expressivo no período.
Em agosto, todos os cinco grandes setores econômicos tiveram saldo positivo. Serviços registrou 110.346 vagas, seguido pela Construção, com 20.848; Indústria, com 16.613; Comércio, com 16.565; e Agropecuária, com 1.452.
O resultado da Construção Civil contribuiu para o saldo positivo registrado no mercado formal.
São Paulo lidera geração de empregos
São Paulo apresentou o maior saldo absoluto de empregos em agosto, com 42.533 novas vagas. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 20.886 postos, seguido por Pernambuco, com 13.428.
No acumulado entre janeiro e agosto, São Paulo também liderou a geração de empregos formais, com 306.883 novos postos. Minas Gerais registrou 123.176 vagas e o Rio de Janeiro, 77.670.
Em termos proporcionais, os maiores crescimentos do emprego formal no acumulado do ano foram registrados no Amapá, Piauí e Acre.
A distribuição regional das vagas também integra os dados sobre economia brasileira divulgados pelo governo federal.
Jovens representam parcela importante das novas vagas
Os dados do Novo Caged também mostram participação significativa dos jovens na expansão do emprego formal.
Em agosto, o saldo entre trabalhadores de até 24 anos chegou a 128.997 novos postos de trabalho.
O resultado foi positivo tanto entre homens quanto entre mulheres. Na divisão por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo apresentaram o maior saldo de contratações.
Os números mostram a participação dos jovens e de trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade no crescimento do mercado formal.
Salário médio de admissão chega a R$ 2.410,74
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74 em agosto. O valor permaneceu praticamente estável em relação a julho, mas apresentou crescimento real de 1,02% na comparação com agosto de 2025.
Em uma janela de 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o país acumulou 887.708 novos empregos com carteira assinada, representando expansão de 1,87%.
Os dados do Novo Caged são utilizados para acompanhar a evolução do trabalho e emprego formal no Brasil, incluindo admissões, desligamentos e estoque de trabalhadores.
O resultado de janeiro a agosto mantém o saldo anual acima de 1,1 milhão de novos empregos formais, enquanto o estoque de vínculos com carteira assinada permanece acima de 48 milhões.
Fonte: Brasil 247



