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PT apresenta prioridades para o quarto mandato de Lula e defende fim da escala 6×1

— A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou, nesta quinta-feira (29), uma nota política com as principais prioridades para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento estabelece como eixos do próximo governo a defesa da soberania nacional, o fortalecimento das políticas sociais, a ampliação dos direitos trabalhistas, os investimentos em tecnologia e o aprofundamento da democracia. Na avaliação da direção partidária, a reeleição de Lula, com 51,8% dos votos válidos e mais de 64 milhões de votos, representa uma conquista da mobilização popular. A nota destaca que o presidente ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, avançou em todas as unidades da Federação e reverteu resultados em mais de 100 municípios. O partido também afirma que a eleição registrou o menor índice de abstenção desde 2006. Direitos sociais e trabalhistas estão entre as prioridades Entre os compromissos apresentados pela Executiva Nacional estão o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação da educação em tempo integral, a universalização das creches e a expansão das políticas sociais. Na área do trabalho, o PT defende o fim da escala 6×1, a redução da jornada semanal, a valorização dos salários e a ampliação dos direitos trabalhistas. A proposta acompanha o debate nacional sobre a reorganização da jornada, que prevê mais tempo de descanso e convivência familiar para os trabalhadores. O partido também inclui entre suas prioridades a implantação da tarifa zero no transporte público, considerada uma medida de inclusão social e ampliação do acesso à cidade. A proposta já foi encaminhada pelo governo ao Congresso e prevê gratuidade nos fins de semana e feriados. Tecnologia e soberania nacional Na área econômica, a Executiva defende que as riquezas nacionais sejam utilizadas para impulsionar o desenvolvimento, ampliar a geração de empregos e reduzir as desigualdades sociais e regionais. O documento também destaca a necessidade de investimentos em ciência, inteligência artificial e tecnologias nacionais. Entre as diretrizes estão a proteção de dados, a ampliação do acesso digital e o fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira. A legenda ainda defende a regulação democrática das grandes plataformas digitais, além de reformas nos sistemas político-eleitoral e de Justiça. O enfrentamento à violência e às desigualdades raciais e de gênero também aparece entre os compromissos apresentados pela direção nacional. PT atribui vitória à mobilização popular A nota destaca a participação de jovens, estudantes, mulheres, população negra, pessoas LGBT, artistas, intelectuais, sindicatos, movimentos sociais e militantes partidários na campanha de reeleição. O partido ressalta especialmente a presença da juventude nas ruas, nas escolas, nas universidades e nas redes sociais, além da atuação de apoiadores em bairros, periferias e cidades do interior. No ambiente digital, a Executiva reconhece a contribuição de comunicadores populares e de iniciativas de mobilização, entre elas o chamado “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O documento também afirma que a vitória reuniu setores políticos além da base tradicional do PT, incluindo liberais, conservadores e representantes da direita democrática que se posicionaram em defesa das instituições. Defesa da democracia e crítica à violência política A Executiva Nacional manifestou preocupação com episódios de violência política registrados durante a campanha e após a votação. Entre os casos citados está o da vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), atingida por uma pedrada no rosto durante uma carreata em 24 de outubro. O partido também denunciou agressões, ameaças, homicídios e casos de assédio eleitoral em ambientes de trabalho. A nota pede atenção do Ministério Público do Trabalho às denúncias de pressão e coerção contra trabalhadores. Sobre a contestação do resultado eleitoral e a presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, o PT reafirmou a defesa da soberania brasileira e rejeitou qualquer interferência estrangeira no processo democrático do país. Partido quer manter mobilização após a eleição A Executiva Nacional defende que a mobilização construída durante a campanha seja transformada em organização política permanente. Para isso, propõe fortalecer núcleos de base, diretórios, sindicatos e movimentos sociais, além de ampliar a formação política e promover plenárias territoriais. Entre as iniciativas anunciadas estão uma campanha de filiação de jovens e atividades durante o Novembro Negro, em torno do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. A nota também propõe ampliar o diálogo com diferentes tradições religiosas, respeitando a liberdade de consciência e a laicidade do Estado. A Executiva convocou uma reunião do Diretório Nacional para 13 de novembro, quando serão realizados o balanço eleitoral e a análise da conjuntura política. Por fim, o partido orientou diretórios, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizarem caravanas para a posse de Lula, prevista no documento para 5 de janeiro de 2027, em Brasília. Fonte: Brasil 247

Ceilândia em Alerta — A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou, nesta quinta-feira (29), uma nota política com as principais prioridades para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento estabelece como eixos do próximo governo a defesa da soberania nacional, o fortalecimento das políticas sociais, a ampliação dos direitos trabalhistas, os investimentos em tecnologia e o aprofundamento da democracia.

Na avaliação da direção partidária, a reeleição de Lula, com 51,8% dos votos válidos e mais de 64 milhões de votos, representa uma conquista da mobilização popular. A nota destaca que o presidente ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, avançou em todas as unidades da Federação e reverteu resultados em mais de 100 municípios.

O partido também afirma que a eleição registrou o menor índice de abstenção desde 2006.

Direitos sociais e trabalhistas estão entre as prioridades

Entre os compromissos apresentados pela Executiva Nacional estão o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação da educação em tempo integral, a universalização das creches e a expansão das políticas sociais.

Na área do trabalho, o PT defende o fim da escala 6×1, a redução da jornada semanal, a valorização dos salários e a ampliação dos direitos trabalhistas. A proposta acompanha o debate nacional sobre a reorganização da jornada, que prevê mais tempo de descanso e convivência familiar para os trabalhadores.

O partido também inclui entre suas prioridades a implantação da tarifa zero no transporte público, considerada uma medida de inclusão social e ampliação do acesso à cidade. A proposta já foi encaminhada pelo governo ao Congresso e prevê gratuidade nos fins de semana e feriados.

Tecnologia e soberania nacional

Na área econômica, a Executiva defende que as riquezas nacionais sejam utilizadas para impulsionar o desenvolvimento, ampliar a geração de empregos e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

O documento também destaca a necessidade de investimentos em ciência, inteligência artificial e tecnologias nacionais. Entre as diretrizes estão a proteção de dados, a ampliação do acesso digital e o fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira.

A legenda ainda defende a regulação democrática das grandes plataformas digitais, além de reformas nos sistemas político-eleitoral e de Justiça.

O enfrentamento à violência e às desigualdades raciais e de gênero também aparece entre os compromissos apresentados pela direção nacional.

PT atribui vitória à mobilização popular

A nota destaca a participação de jovens, estudantes, mulheres, população negra, pessoas LGBT, artistas, intelectuais, sindicatos, movimentos sociais e militantes partidários na campanha de reeleição.

O partido ressalta especialmente a presença da juventude nas ruas, nas escolas, nas universidades e nas redes sociais, além da atuação de apoiadores em bairros, periferias e cidades do interior.

No ambiente digital, a Executiva reconhece a contribuição de comunicadores populares e de iniciativas de mobilização, entre elas o chamado “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

O documento também afirma que a vitória reuniu setores políticos além da base tradicional do PT, incluindo liberais, conservadores e representantes da direita democrática que se posicionaram em defesa das instituições.

Defesa da democracia e crítica à violência política

A Executiva Nacional manifestou preocupação com episódios de violência política registrados durante a campanha e após a votação.

Entre os casos citados está o da vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), atingida por uma pedrada no rosto durante uma carreata em 24 de outubro.

O partido também denunciou agressões, ameaças, homicídios e casos de assédio eleitoral em ambientes de trabalho. A nota pede atenção do Ministério Público do Trabalho às denúncias de pressão e coerção contra trabalhadores.

Sobre a contestação do resultado eleitoral e a presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, o PT reafirmou a defesa da soberania brasileira e rejeitou qualquer interferência estrangeira no processo democrático do país.

Partido quer manter mobilização após a eleição

A Executiva Nacional defende que a mobilização construída durante a campanha seja transformada em organização política permanente. Para isso, propõe fortalecer núcleos de base, diretórios, sindicatos e movimentos sociais, além de ampliar a formação política e promover plenárias territoriais.

Entre as iniciativas anunciadas estão uma campanha de filiação de jovens e atividades durante o Novembro Negro, em torno do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

A nota também propõe ampliar o diálogo com diferentes tradições religiosas, respeitando a liberdade de consciência e a laicidade do Estado.

A Executiva convocou uma reunião do Diretório Nacional para 13 de novembro, quando serão realizados o balanço eleitoral e a análise da conjuntura política.

Por fim, o partido orientou diretórios, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizarem caravanas para a posse de Lula, prevista no documento para 5 de janeiro de 2027, em Brasília.

Fonte: Brasil 247

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