Ceilândia em Alerta – O Centro-Oeste e o Norte apresentam os menores percentuais de fumantes entre as regiões brasileiras, segundo pesquisa nacional realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus. De acordo com o levantamento, 13% dos moradores das duas regiões se declaram tabagistas, abaixo da média nacional, de 17%.
O mesmo percentual de 17% foi registrado no Nordeste. Já no Sudeste, 19% dos entrevistados afirmaram fumar com frequência, enquanto no Sul o índice chegou a 22%, o maior entre as regiões brasileiras.
Apesar dos números menores no Centro-Oeste e no Norte, um dos principais alertas da pesquisa está entre os jovens. Entre brasileiros de 16 a 24 anos, 19% afirmaram fumar com frequência, considerando tanto os cigarros tradicionais quanto os produtos eletrônicos, como os cigarros eletrônicos.
Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center, o resultado é preocupante porque indica que muitos jovens estão entrando ou já entraram em um processo de dependência de nicotina.
“O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças relacionadas ao tabagismo”, afirmou o médico.
Freitas também chamou atenção para o fato de o percentual entre os jovens superar o registrado na faixa etária de 25 a 40 anos, que apresentou a menor proporção de fumantes, com 15%.
Necessidade de ampliar ações educativas
Para o especialista, os resultados reforçam a importância de políticas de educação e conscientização voltadas principalmente para adolescentes e adultos jovens.
“Podemos desenvolver ações de comunicação e informação mais voltadas para esse público, além de ações direcionadas às famílias, para que elas monitorem melhor seus adolescentes”, explicou.
O médico destaca ainda que os produtos eletrônicos podem dificultar a identificação do hábito pelos familiares. Como o cheiro costuma ser menos perceptível e os dispositivos podem utilizar aromas variados, os jovens conseguem esconder com maior facilidade o consumo de nicotina.
“Muitas vezes, as famílias nem sabem que o jovem está fumando, às vezes há mais de um ano”, afirmou Freitas.
Homens fumam mais
A pesquisa também apontou diferença entre homens e mulheres. Entre os entrevistados do sexo masculino, 21% disseram ser tabagistas, enquanto o percentual entre as mulheres foi de 13%.
A escolaridade também aparece relacionada ao consumo. Entre as pessoas que estudaram somente até o ensino fundamental, 21% afirmaram fumar. O índice cai para 16% entre aqueles com ensino médio e chega a 12% entre os entrevistados com ensino superior.
Exposição à fumaça também preocupa
Embora cerca de dois terços dos brasileiros afirmem nunca ter fumado, a pesquisa mostra que uma parcela significativa da população continua exposta involuntariamente à fumaça do cigarro.
Ao todo, 33% dos entrevistados disseram conviver frequentemente com pessoas que fumam próximas a eles, seja em casa ou no ambiente de trabalho.
No Centro-Oeste e no Norte, o percentual é menor, de 24%. Ainda assim, o médico alerta que os moradores dessas regiões enfrentam outro problema relacionado à qualidade do ar: a fumaça provocada pelas queimadas.
Segundo Freitas, durante o período de queimadas, a concentração de partículas finas, como o material particulado PM2,5, pode alcançar níveis muito superiores aos considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O especialista cita que, enquanto São Paulo pode registrar concentrações de 20 a 30 PPM de material particulado na atmosfera, algumas áreas do Norte e do Centro-Oeste podem chegar a 400 PPM durante períodos de queimadas.
Para o médico, a situação representa um risco adicional à saúde respiratória da população e reforça a necessidade de medidas de prevenção e controle da poluição atmosférica.
Fonte: Correio Braziliense
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



