Irã ataca bases usadas pelos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes

Ofensiva foi anunciada como resposta ao bombardeio norte-americano contra a ilha iraniana de Larak; nova escalada também repercutiu no mercado internacional de petróleo.

O Irã lançou, nesta segunda-feira (31), ataques contra instalações militares utilizadas pelas forças dos Estados Unidos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Segundo Teerã, a ofensiva foi uma retaliação ao bombardeio norte-americano realizado no domingo (30) contra a ilha iraniana de Larak, localizada no estratégico Estreito de Ormuz.

A troca de ataques representa a primeira confrontação direta entre os dois países em aproximadamente um mês. O conflito, iniciado há seis meses, atravessava um período de menor intensidade, embora as negociações para uma solução diplomática continuassem paralisadas.

De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica, mísseis balísticos foram disparados contra as bases aéreas Rei Hussein e Al Azraq, na Jordânia. As instalações são utilizadas por militares norte-americanos. O órgão iraniano afirmou que estruturas técnicas, áreas de manutenção e locais onde estavam estacionados aviões de combate foram atingidos.

As Forças Armadas da Jordânia informaram ter interceptado oito mísseis, mas não esclareceram de onde os projéteis haviam sido lançados nem divulgaram informações sobre possíveis danos ou vítimas.

Nos Emirados Árabes Unidos, o Exército iraniano anunciou o lançamento de dezenas de drones explosivos contra a Base Aérea de Al Minhad, situada ao sul de Dubai. A instalação funciona como centro de logística e transporte aéreo para forças estrangeiras.

Segundo o Irã, os drones tinham como alvos áreas que abrigavam helicópteros e militares dos Estados Unidos. O governo dos Emirados Árabes Unidos confirmou ter detectado e respondido a um drone procedente do território iraniano em suas águas territoriais.

Bombardeio norte-americano atingiu ilha iraniana

A ofensiva iraniana ocorreu após forças dos Estados Unidos bombardearem a ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. Conforme informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas durante a operação.

O Comando Central dos Estados Unidos declarou que realizou uma ação limitada contra integrantes da Guarda Revolucionária. Washington alegou que a intervenção buscava impedir a instalação de novas minas marítimas na região, considerada uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo.

Uma fonte militar iraniana rejeitou essa versão. O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de violarem a soberania e a integridade territorial do país e classificou a reação contra as bases militares norte-americanas como um ato de legítima defesa.

Em comunicado, o governo iraniano afirmou que as instalações atacadas na Jordânia teriam servido como pontos de apoio para a operação contra Larak. Teerã também acusou Washington de descumprir a Carta das Nações Unidas e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responsabilize os Estados Unidos.

O governo iraniano advertiu ainda que suas forças continuarão respondendo caso ocorram novas ofensivas contra o território do país.

Presidente iraniano afirma que país não busca ampliar guerra

Antes de viajar para Bishkek, no Quirguistão, onde participa da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu governo não pretende ampliar o conflito.

Apesar disso, Pezeshkian declarou que o país não permanecerá em silêncio diante de ataques contra seu território e prometeu uma resposta decisiva a eventuais novas ações militares. O presidente também alertou que o aumento da instabilidade regional prejudicaria a segurança, a economia e o desenvolvimento dos países envolvidos.

A guerra começou em 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Teerã respondeu atacando interesses norte-americanos e países do Golfo aliados de Washington.

Um cessar-fogo firmado em abril interrompeu quase 40 dias de bombardeios intensos. Em junho, as partes chegaram a um protocolo destinado a encerrar o conflito, mas os confrontos foram retomados no mês seguinte.

O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão. Antes da guerra, aproximadamente 20% do petróleo e do gás comercializados internacionalmente passavam pela região. O Irã mantém a passagem bloqueada, enquanto os Estados Unidos sustentam um bloqueio naval contra portos iranianos.

A nova escalada provocou reflexos imediatos no mercado internacional. Nesta segunda-feira, o barril do petróleo Brent registrava alta de 2,6%, chegando a US$ 90,39, enquanto o petróleo West Texas Intermediate avançava 2,3%, cotado a US$ 85,33.


🔍 Fontes: Brasil de Fato; AFP.

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar:

Deixe um comentário

Mais Notícias