Ao menos 18 embarcações perderam contato e mais de 400 ativistas seguem sem paradeiro definido após ação ilegal de Israel em águas internacionais
O desaparecimento de embarcações da Global Sumud Flotilla causa crescente preocupação entre familiares e organizações de direitos humanos. A frota humanitária, formada por dezenas de navios com bandeiras de diferentes países europeus, levava suprimentos e voluntários com destino a Gaza quando foi interceptada em águas internacionais por forças navais israelenses na quarta-feira (1).
De acordo com comunicado oficial da Global Sumud Flotilla, ao menos 18 barcos perderam contato horas depois da abordagem militar e são considerados desaparecidos. Entre eles estão MiaMia (Itália), Vangleis (Polônia), Inana (Reino Unido), Meteque (Itália), Ahed Tamimi (Polônia) e Catalina (Alemanha). A ausência de comunicação levanta temores de que todos tenham sido capturados.
Interceptações confirmadas
Além dos barcos desaparecidos, a organização confirmou que outras 20 embarcações foram efetivamente interceptadas e levadas à força, entre elas Free Willy, Mohammad Bhar, Morgana, Aurora, Adara e Sirius. Os navios foram parados em alto-mar após ataques com canhões de água, uso de substâncias químicas e bloqueio das comunicações. Os voluntários teriam sido transferidos para o navio militar israelense MSC Johannesburg.
Ativistas sem paradeiro
O número total de pessoas sequestradas chega a 443, mas o paradeiro desses ativistas ainda é desconhecido. Advogados da ONG Adalah, responsáveis pela defesa dos voluntários, afirmam não ter informações claras sobre onde eles estão detidos nem se serão levados ao porto de Ashdod. A falta de acesso a advogados e a ocultação de dados sobre os desaparecidos são denunciadas como violações graves do direito internacional.
Apelo por intervenção internacional
A Global Sumud Flotilla classifica a operação como “abdução ilegal” e cobra de governos e organismos internacionais uma reação imediata. A entidade alerta que reprimir embarcações humanitárias em águas internacionais constitui crime de guerra e exige a libertação imediata dos voluntários.
Enquanto parte da frota permanece incomunicável, cresce a pressão sobre Israel para esclarecer o destino das embarcações desaparecidas e dos mais de 400 ativistas sequestrados. Para os organizadores, cada tentativa de silenciar a solidariedade internacional apenas reforça a determinação em romper o bloqueio a Gaza.
Com informações do brasil247
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